<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650</id><updated>2012-02-16T05:57:15.747-08:00</updated><title type='text'>Clarissa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-4102157355312421841</id><published>2011-03-08T10:26:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T10:26:15.927-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - último capítulo</title><content type='html'>Clarissa no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo dos Sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;último capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa e a Poetisa, outra vez, saem para o passeio vespertino, o qual se tornou nos últimos tempos um ritual. Enquanto caminham conversam sobre tudo, ou simplesmente se calam para observar melhor a beleza daquela estrada, onde fica a famosa Curva do Caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa naquele dia sente-se fora de forma,  com um desconforto no peito, como se algo apertasse e o coração batesse devagar, depois rápido, incerto. Então pede para descansar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Param bem debaixo da árvore, que divide a curva e faz dela um ponto onde se deve decidir, seguir em frente, ir para a direita, esquerda, ou simplesmente voltar ao ponto inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa senta-se num tronco de árvore, já carcomido, que está estendido à beira da estrada. A Poetisa vem e ajoelha-se na frente dela, colocando a cabeça sobre seu colo e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amiga, eu queria ser você... mulher bonita, por dentro e por fora, forte, firme, batalhadora e equilibrada... mãe amorosa e dedicada... esposa amada e admirada... amiga desejada e invejada. Mulher que sempre soube o que queria e sempre soube dar a todos o que todos esperavam de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, eu pobre poetisa, fui apenas um vento, às vezes brisa, vagando pelo mundo em busca de aconchego... buscando nos outros o amor que nunca encontrei pra eu própria SER FELIZ... buscando um abrigo seguro que nunca tive e que me tornasse um ser em equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui mãe desatenciosa, embora amasse muito meus filho, não soube demonstrar... fui esposa omissa... filha rebelde... amiga muito amiga, mas nunca soube reter os amigos... amorosa, apaixonada, impulsiva, e com tantos sentimentos misturados e um grau ostensivo de agressividade nunca consegui segurar o amor nas minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fui sempre a mulher que ninguém quer, porque nunca servi aos objetivos de dominação, subjugo e servilismo que todo homem deseja,  que toda família espera daquela que eles chamam rainha do lar, mas que rainha em verdade nunca é, e sim mera serva que obedece ordens e vive para entregar sem pedir retorno e para maior felicidade e conforto de todos procura até adivinhar as necessidades daqueles a quem serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui rebelde, sonhadora, briguei pela vida, corri atrás de sonhos e não alcancei. Estou aqui agora, só e triste, debruçada no seu colo Clarissa,  e não sei se sigo em frente, sigo à direita ou esquerda desta estrada da vida, pois voltar e refazer o caminho é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você foi submissa, doce, meiga, mãe, esposa, companheira, amiga, filha obediente, mulher exemplar,  entretanto, chegamos as duas no mesmo ponto... nesta curva do caminho, sozinhas, esquecidas pelos que amamos, pelos que servimos e por aqueles que de nós se serviram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poetisa abre a mochila que sempre carrega com ela e coloca no colo de Clarissa muitos papeis soltos, rascunhos das poesias que escrevera e adormece ali, num sono profundo, cuja duração é incerta, talvez minutos, dias, anos e em seu sono profundo, sente-se como uma Andorinha voando nos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate um vento forte e as folhas de papel  que estão no colo de Clarissa começam a levantar vôo. Clarissa tenta segurar com as mãos... mas elas, rebeldes como quem as escreveu, seguem ao vento e vão subindo,..... Clarissa num último esforço ergue os braços para tentar segurar e grita... "não... não...  fiquem aqui comigo, não se vão, vocês são os registros de minha vida, dos meus sonhos... a história do meu amor!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste gesto último, Clarissa sente-se meio tonta e o mundo parece encher-se de uma luz resplandecente... no centro desta luz que se acende vê como se estivesse em êxtase, Guerreiro de abraços abertos, que sorrindo lhe diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Vem Clarissa... eu te amo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa acorda de seu profundo sono, sente-se leve, muito leve, como se pudesse voar sem fazer esforço, como se respirasse sem precisar inspirar e vê as flores de Clarissa que se espalham por todos os lados, em todas as cores... Mas onde está Clarissa?...  Chama por Clarissa. ... Grita... Chama mais uma vez, muitas vezes e percebe que sua própria voz faz eco nas montanhas, se espalha pelos vales, e não parece voz humana e sim um canto de pássaro...  a Poetisa olha e vê, às margens da curva do caminho uma cruz... ao redor da cruz, o chão está forrado de folhas escritas... a Poetisa  reconhece as poesias que escrevera. Na cruz, a Poetisa  lê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui Jaz Clarissa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher sem sobrenome e sem rosto,  igual a todas as outras mulheres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viveu do amor, para o amor e morreu no desamor de todos que amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa entende que Clarissa já não está mais entre os vivos, que já se fora e pergunta de si para si - "E  eu, a Poetisa? Como irei viver sem Clarissa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto do pássaro se torna  mais forte, mais audível e no céu uma Andorinha solitária voa, fazendo círculos no ar e no seu vôo vai deixando cair mais papéis, muitas folhas escritas sem tinta,  e sim, marcadas em cifras de sangue e lágrimas, que contam sonhos, desejos, esperanças, desesperos, medos, alegrias... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa compreende tudo e aceita que agora é uma Andorinha e voa...  segue seu destino e em algum lugar vai encontrar outra Clarissa apaixonada por qualquer outro Guerreiro, cheia de ânsias e desejos humanos querendo entregar o seu amor e então ela, Poetisa se juntará a nova Clarissa apaixonada para lhe escrever outros versos, muitos versos, pois é assim que a Poetisa vive, de beber na boca dos outros o amor e os desejos e transformar em versos que cantam, exultam e choram e não morrerá nunca porque por todos os lugares por onde passar, deixará plantados no chão folhas que parecem papel e podem se desmanchar sob qualquer chuva miúda, mas em verdade são indestrutíveis pelo tempo e pelas intempéries, como indestrutível é o anseio de eternidade do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, somente, o Amor é Eterno, todo o resto é vaidade e fantasia. Todo o resto é ilusão e passa. Sempre estarão nascendo Clarissas que irão amar outros Guerreiros e no meio deles estará sempre a Poetisa, cantando e louvando em versos, o Amor, pois Clarissas e Guerreiros passarão, mas os versos, que a Poetisa fizer pra eles,  ficarão pra sempre espalhados por todos os cantos da terra, apontando às novas gerações, que o AMOR é a razão, a necessidade maior da alma do HOMEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-4102157355312421841?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/4102157355312421841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-ultimo-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/4102157355312421841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/4102157355312421841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-ultimo-capitulo.html' title='Clarissa - último capítulo'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-8496174243016724339</id><published>2011-03-08T10:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:22:57.865-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Confidências - capitulo X - parte 3</title><content type='html'>Confidências n. 3 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetisa fala o que percebe de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Clarissa se recolheu cedo aquela noite. Estava exausta com tudo. Todas aquelas confidências calavam bem fundo em sua alma de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa passou a noite escrevendo para não esquecer. Todos aqueles relatos de Clarissa precisavam ser registrados. Clarissa queria isto quando contou. Sabia que a Poetisa iria escrever, iria contar ao mundo, para que o seu exemplo servisse de algum parâmetro para mulheres desavisadas que adentram a internet acreditando que ali vão encontrar o grande amor de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor de internet é momento vazio, embora pareça ser cheio de emoções, mas de fato, se alguma das partes envolvidas vive aquilo com intensidade, a parte mais esperta, geralmente, a masculina que é mais racional. Aquele momento, nada mais é brincadeiras sem conseqüências, e para a maioria destes homens as mulheres que eles utilizam como parceiras, eles as sentem e compreendem como sendo uma prostituta não remunerada, pois nem merecem ser remuneradas, pois tudo que fazem é servirem de apoio para fantasias masturbatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma verdade tão verdadeira, que os homens que freqüentam internet e se relacionam com mulheres através dela, geralmente, não permitem de forma alguma que suas esposas, pacatas donas de casa (acreditam eles; mas será verdade?) pelo menos se aproximem do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então Clarissa passa uma noite agitada, acorda um pouco arredia, silenciosa, não querendo mais falar sobre o assunto. Pra quê falar? O que está feito, acontecido está, não tem jeito, não podemos voltar atrás. É seguir em frente e olhar para o mundo com os olhos da razão. Entender que uma mulher que beira os 60 anos não pode esperar de nenhum homem uma paixão avassaladora, que conduza a um final de romance feliz. Os homens são mais comedidos, mais racionais em suas escolhas. Um homem de 60 quer uma mulher de 30, um homem de 70 uma mulher de 40 e dai por diante, mesmo que seja só para olhar, para sustentar, para exibi-la ao mundo, como um troféu... "Veja, mundo (dizem eles sessentões)... esta mulher esbelta, jovem, atraente, inteligente, honesta, mãe dedicada, é minha esposa, mulher dedicada, amorosa, respeitável.. eu sou pra ela, pai, irmão, amigo, um Deus, menos um parceiro de amor...". Não interessa se esta mulher bonita, honesta, inteligente, esbelta o faça de sapato e pise em cima; o faça apenas de burra, onde ela tira os recursos para os seus cabeleireiros, roupas novas, viagens e exibicionismo, e até para sustentar os amantes paralelos que vivem não só às custas delas, mas dos seus maridos OSCARES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem de mais idade, ele precisa desta exibição... mesmo que tenha que se sentir rejeitado sexualmente (na intimidade de seu lar)... mesmo que não receba nenhuma demonstração de carinho. Não importa... lá fora os outros não sabem deste seu pequeno desconforto doméstico... continuar dormindo sozinho... não ter quem lhe beije a boca... ou pelo menos o ajude a masturbar-se quando precisa e então ele tem que agir como adolescente, fantasiar olhando revistas, relembrando momentos reais e felizes, ou entrar na internet e encontrar uma mulher solitária e disponível. Esta é a verdade dolorosa, mas real, no nosso mundo feito de futilidades, vaidades e onde se dá muito pouco valor a sentimentos mais profundos de amor, companheirismo, família e responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eles deixam suas sacrossantas e imaculadas lindas mulheres dormindo tranqüilas para  que não acordem no outro dia com olheiras, ou pele amassada e eles próprios passam suas noites na internet jogando com sentimentos de mulheres solitárias, carentes, distantes e por isto mesmo, inofensivas, pois algumas nem o verdadeiro nome dos ditus cujus ficam sabendo.. se entregam a uma brincadeira noturna por simples carência também, pois estão sozinhas, viúvas, separadas, abandonadas pelos seu velhos maridos que correram atrás de novas mulheres perfumadas e petulantes. Esquecidas pelos filhos, que montaram suas próprias famílias e de mãe ou pai velhos não querem saber nem notícias... Então, o casal de velhos sessentões passam a noite na internet, trocando carícias ilusórias, as quais no outro dia viram fumaça. Mas, para algumas mulheres acaba se tornando um pesadelo e para alguns homens um temor de serem pilhados por alguém, e perderem aquela segurança de ter uma mulher real para apresentar ao mundo e o seu mundo real de repente passe a olhar para ele,.. como um pobre velho abandonado, porque a esposa o pilhou se masturbando na internet. E, pior, muitas vezes, a mulher se aproveita deste fato, para tirar dele uma separação forçada, com uma bela quantia assegurada de pensão, que a dispensa totalmente, de ter que aturar suas rabugices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, porque um homem se masturba na internet se tem uma bela mulher jovem dormindo no quarto ao lado??? Simplesmente, porque, aquela bela mulher somente quer dele a segurança da sobrevivência e não quer lhe pagar como deve com o retorno de carinho e dedicação espontâneo e honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa passa seu dia perdida em seus pensamentos. Não vai regar as flores, não brinca com a cadelinha, não procura pela Poetisa. Esta enfastiada, cansada, triste, envergonhada. Falar de tudo aquilo para sua amiga Poetisa veio assim clarear de certa forma a sua mente, mas por outro lado há uma negação... seu desejo de continuar a sonhar, de continuar a acreditar num homem bom, amigo, apaixonado... acreditar que existe em algum lugar do planeta terra, um ser que a ama... esta  é uma necessidade mais forte que Clarissa, mulher de pé no chão... e então, ela envergonhada e rendida diante dos próprios sentimentos quer evitar olhar-se no espelho para não ver as marcas de sua idade... não quer falar com a Poetisa com medo de sentir censura no olhar da amiga, ou piedade, pior ainda, piedade, ela Clarissa não aceita. Ela não quer que tenham piedade dela. Ela não escolheu amar Guerreiro.. ... ... ... Guerreiro aconteceu em sua vida, como acontece a gente tropeçar pelo caminho e se machucar, ou caminhando encontrar um brilhante que nos deixa maravilhados, estupefatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a Poetisa, eterna amiga e companheira, não vai deixar que Clarissa se amargure sozinha num canto e vai até ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clarissa, venha, pega na minha mão e vamos caminhar pela curva do caminho. Vamos amiga, ver o sol que está hoje mais lindo do que nunca. Venha, suas flores imploram por carinho, cuidados, amor. Os animais estão lá fora e pedem a sua presença; todos querem dançar ao vento e agradecer a beleza do dia, mas não podem fazer isto sem você... eles não existem sem você... Eu, Poetisa, não existo sem você... Venha.. vamos conversar. Eu lhe devo alguma coisa... eu preciso lhe dizer o que penso e sinto a respeito de tudo... e se eu lhe ouvi com atenção e silêncio, você agora tem a obrigação não só para com você, mas por respeito a mim, Poetisa, ouvir a minha opinião, o meu lado poético ou racional, mas eu quero lhe dizer, todas as verdades que percebi e que entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa, timidamente, titubeante, como se fosse uma velha de mais de 80 anos, curvada sobre o peso de sua própria dor, deixa que a Poetisa pegue em sua mão e a leve para fora, para ver o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A POETISA FALA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Clarissa, minha amiga, patroa, irmã, alma gêmea, alma de minha alma, corpo do meu corpo... vida de minha vida... não lhe quero assim tão triste, curvada sobre sua própria dor... olha para o sol... ontem chovia... e nuvens pesadas, cinzentas, ameaçadoras escondiam o sol... o mundo parecia triste... morto... mas as flores se deixavam molhar, aceitando tudo, pois sabiam que hoje, estariam lavadas, limpas da poeira dos maus tempos. Sabiam que perderiam algumas folhas, algumas pétalas e até botões, mas hoje, renasceriam, lindas, maravilhosas, cheias de vida e perfume para encantar a todos os homens.  Hoje, o sol veio maravilhoso, com toda força, iluminou tudo, os montes cintilam, as flores agradecem e parecem dançar, os animais querem correr, se sentem limpos, se sentem refeitos. Assim é nossa vida, um ciclo de altos e baixos, de derrotas e vitórias... de anseios, desejos, decepções e realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sinta envergonhada de ter amado tanto, de ter acreditado, de ter tido sonhos. Você apenas mostrou para si mesma e para o mundo, que em qualquer idade somos capazes de amar com a mesma força da juventude. Que o amor, o verdadeiro amor não é um pulso hormonal, e sim um sentimento de potência humana. A paixão, o instinto sexual sim, nascem dos nossos ciclos hormonais e existem para facilitar e impulsionar o homem e a mulher para enfrentar as agruras da vida no processo de reprodução... pois sem reprodução o mundo acabaria na primeira geração. Mas vem a força da juventude e impulsiona, muitas vezes por caminhos errados, por geração de filhos em momentos errados, mas a força da natureza não escolhe, não tem racionalidade... é um pulso tão forte quanto todas as outras forças da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o amor, a necessidade de junção, de relacionamento, de troca de afeto e carinho permanece em nós até nos últimos momentos de vida. Não nascemos para estarmos sós, e sim para estar com os outros, para dar de nós para alguém... e para possamos dar de boa vontade, sem egoísmo e sem reservas,  Deus coloca em nós o AMOR... a capacidade de amar. Não se envergonhe de ter amado tão ingenuamente e com tanta força o seu Guerreiro... antes de tudo pense que era você que precisava amar... e não ele que precisasse ser amado. Entenda isto. Se ele precisasse ser amado não teria jamais resistido a força deste amor que nasce e que jorra de dentro de você para fora, e que dele pediu tão-somente AMOR de volta e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, a Poetisa, vivo em você Clarissa; vivo dentro de você... leio você por dentro, lhe compreendo, aceito, rejeito, perdôo seus erros, seus desatinos... sua frieza de uma mulher que viveu de pés no chão lutando pela vida de seus filhos, zelando pelo seu lar, pensando em economias,... e eu, a Poetisa, coloco dentro de você o desejo, a ternura, a ânsia... o fogo do amor, tornando-a uma mulher mais completa, movimentando-se entre a razão e sentimentos profundos de afeto. Sim,  quando você me mandou embora, estava certa; quando estou com você torno-a uma mulher romântica e sedenta de amor... que esquece a razão e se precipita na paixão,  porque EU e VOCÊ CLARISSA somos juntas REALIDADE, VERDADE, NECESSIDADE, mas sobretudo somos o SONHO... O AMOR... O DESEJO... A PAIXÃO... A LOUCURA... O PERDÃO.. a doação, a entrega... A MENTIRA... a fantasia, a crença, a FÉ...  eu e você Clarissa através de nossa alma  imitamos os anjos, porque somos puras, imaculadas em nossos sentimentos  e tudo que nossa alma quer é atingir a PERFEIÇÃO DO AMOR E SER IMORTAL...  e com ESTE nosso corpo sujeito a fraquezas e doenças, desejos, vaidades e ambições, que se ressente como qualquer outro corpo das intempéries da natureza... somos com este corpo... a verdadeira essência do ser humano, MORTAL, portanto,  sujeitas a erros e acertos em nossos atos. Então amiga, perdoa as suas próprias fraquezas e aceita as fraquezas daqueles que estão à sua volta. Perdoa e aceita esta Poetisa que é mais que sua amiga. É você mesma, a sua essência mais profunda, porque você Clarissa foi ao longo do tempo apenas uma tentativa de ser o que todos queriam de você como mulher humana... tentou, lutou, mas dentro de você, eu Poetisa fui mais forte, teimosa e irreverente, nenhuma desilusão da vida, frustração, dor ou rejeição consegui me levar de perto de você. Mesmo quando me mandou embora, fiquei aqui pelas redondezas, observando e soprando no seu ouvido os meus versos, as minhas palavras, os meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sinta vergonha de amar este Guerreiro. Pense apenas: amei muito, amo muito... não sei até quando amarei...  dei tudo a ele tudo que eu tinha de melhor para dar... ele recebeu com relutância, medo, e até desprezo... mas eu dei, e dado está, daria de novo, pior seria se eu não tivesse sido capaz de dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense também, que Guerreiro não foi uma ilusão. Foi uma verdade em sua vida; uma verdade que você tocou com suas mãos, amou com seu corpo, desejou com seu coração e entregou com sua alma plena de confiança e fé, nele Guerreiro, acreditando e vendo-o como o melhor de todos os homens, como o homem eleito... o último, que você gostaria que tivesse sido o primeiro, o único, e permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu penso Clarissa de Guerreiro? Penso, com minha cabeça sonhadora de poeta, que ele a amou muito mais do que ele próprio quis aceitar, desejou, ou pensou em sentir. Faltou a ele, apenas a coragem de assumir. Se não fosse assim, outras vezes não teria lhe procurado, por formas estranhas e objetivos esquisitos... mas se ele precisou procurar, é porque lá no fundo dele mesmo, embora rejeite a idéia, você é a mulher que ele queria para ser sua companheira, amiga, amante, .... mas em verdade... verdade seja dita -  nele Guerreiro,  a Vaidade de ter uma mulher para mostrar ao mundo e a covardia para assumir seus próprios sentimentos são mais fortes que seu impulso de amor. Falta nele Guerreiro apenas isto...FORÇA NO AMOR... e não pense que ele é mau.. que ele é isto ou aquilo.... ele é o homem que você ama... quem sabe um dia você consiga lembrar dele apenas como alguém que foi amado... mas para este momento chegar, você Clarissa tem que olhar para frente.. buscar novos horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CAPÍTULO  N.10 parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-8496174243016724339?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/8496174243016724339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confidencias-capitulo-x-parte_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/8496174243016724339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/8496174243016724339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confidencias-capitulo-x-parte_08.html' title='Clarissa - Confidências - capitulo X - parte 3'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-6179911760851536130</id><published>2011-03-08T10:21:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T11:05:31.596-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Confidências - capítulo X parte 2</title><content type='html'>Confidências n. 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Clarissa para a Poetisa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra tarde cai  no "meu recanto", remetendo Clarissa para as  lembranças da poesia "Súplica"que a Poetisa compusera de forma tão linda e gritante. O céu tinge-se de um azul avermelhado como se já fosse inverno, o sol desce atrás dos montes,  mas o ar é tépido, morno, aconchegante, já que nesta nossa terra, final de verão e início de outono parece um prolongamento da primavera. As árvores continuam verdes, as flores bem alegres, e os animais mostram-se espertos, pois nem é muito calor, nem é frio, nem é muito chuvoso. Tudo parece ficar em equilíbrio nesta época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa entra na sala, pequena, mas arejada, com uma janela não muito larga, mas o suficiente para se ver lá longe a curva do caminho. A Poetisa está sentada numa poltrona, meio curvada, como que pensativa, olhando lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Poetisa, que faz você ai tão quietinha, olhando pra fora como se esperasse que alguém apontasse lá, na curva do caminho? Posso saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh minha querida, estou aqui, aguardando ansiosa, que seus pensamentos aflorem e que você se predisponha a recomeçar os seus relatos. Quero saber tudo que aconteceu na minha prolongada ausência. Quero aliviar este seu coração do peso de tantas coisas amargas as quais percebi que  haviam acontecido, tão logo apontei naquela curva e seus braços se abriram para mim. Venha. Sente-se aqui, bem pertinho, e comece a falar. Isto não é um pedido, é uma intimação. Vá falando e esqueça que estou aqui, fale de sua alma para sua própria alma, arranque suas verdades em seus próprios sentimentos e coloque-os pra mim, na luz da  sua razão. Fale amiga, que eu estarei como ontem no silêncio,  ouvindo atentamente. Não importa quantos dias você precisará para me contar tudo. Todos os dias, estarei aqui, ou noutro lugar se preferir, esperando as suas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquela noite, voltei ao chat 'amigos+amigos.com", e lá estavam todas as amigas que estavam na parte da manhã, menos "L ..." e Fred ou Guerreiro. E de repente me senti pasma, abordei minhas amigas sobre o ocorrido na parte da manhã e todas... todas negaram que tivessem estado no chat naquela hora da manhã. Fiquei, assim, meio tonta, porque eu salvara eu meu computador tudo que se passara no chat e tudo que se escrevera no mural... e cá estavam diante de mim, no meu computador... eu poderia ter tido uma alucinação depois do mal-entendido com o Guerreiro, mas meu computador não era tão louco de salvar algo que não acontecera.  ...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram longos dias em que fiquei remoendo todas as palavras insultuosas que "L ..." me dissera... e a frase de Guerreiro... 'você significou muito pouco... '... 'não posso dizer  ..... que estou com saudades... '... estas frases eu troquei em miúdos por muitas e muitas vezes. Tudo acontecera no dia 03 de dezembro de 2000. A partir daquela data, a sala de chat "amigos+amigos" transformou-se num palco de teatro. Todas as noites, "L ... e Guerreiro" entravam cada vez com nicks diferentes, mas todos nós sabíamos que eram os mesmos pelo comportamento. Entravam, e faziam paródia em com suas poesias Poetisa... declamavam as suas poesias misturando a elas frases de chacota e depreciação... eu ficava muito chateada e reagia. Afinal de contas, você Poetisa fizera aquelas poesias para cantar aquele amor que você me viu sentir de verdade... para cantar a minha emoção tardia, a minha ilusão de ter sido amada, de ter sido querida, .... só ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude disso, resolvi combinar com minhas amigas de chat, aquelas que eu confiava, que deixaria de usar o meu nome, e passaria a me chama Catarina. Este nick, se devia a minha grande fé nessa Santa... tudo que quero, peço a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas vésperas do Natal daquele ano, vi no mural que Guerreiro se despedia de "L ... " dizendo que tinha chegado a hora do descanso do Guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas amigas virtuais e eu, havíamos combinado de fazer uma festa de Natal na sala 2, já que muitas iriam viajar de férias e só voltariam no próximo ano do "amigos+amigos"... uma festa só para mulheres. Entramos. Mas logo entrou atrás de nós,  um tal de Petruco ... que ficou calado, assistindo. Conversamos, fizemos festa, e muito auê ... e no final a Ru, desejou que fizéssemos um brinde final. Nesta hora, quando simulávamos um brinde... Petruco fez-se notar... dizendo-me no secreto - "Dizem que o amor é eterno enquanto dura.. mas peço a Deus que o nosso amor amor dure para sempre."... Naquela hora, eu pensei... Petruco é Guerreiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe amiga, que não tínhamos televisão aqui no "meu recanto" e eu não sabia que Petruco e Catarina eram personagens de uma novela. Petruco passou a assediar-me no chat... sempre em tom de gozação, falando caipira.. e eu retrucando com o mesmo caipirismo... brincando alegremente, pois você sabe amiga, fui criada no campo e o linguajar das pessoas simples é muito, mas muito meu conhecido. Eu ficava desconfiada que Petruco era Guerreiro, mas não tinha certeza e tivemos um relacionamento de curta duração, sempre em brincadeiras sem compromisso e sem desejar nada mais que brincar, pelo menos da minha parte... tudo foi legal até aparecer Rosinha... que começou a infernizar os nossos papos... até que um dia eu perguntei ao Petruco se ele era Guerreiro e ele simplesmente desconectou e nunca mais apareceu no chat. Tempos depois, fiquei sabendo que Petruco e Catarina eram personagens da novela - O Cravo e a Rosa, mas eu somente assisti na segunda apresentação, quando providenciei uma televisão aqui para o Recanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei freqüentando o chat. Tornou-se assim, como um vício, todas as noites eu precisava ir, precisava para não me sentir só demais.  Então apareceram "Marco Antonio e Cleópatra" que se comportavam no mesmo estilo  Guerreiro e L ..." ... a mesma maneira agressiva comigo, e as gozações e paródias em cima das suas poesias, Poetisa. Depois, Marco Antonio disse a Cleópatra pelo mural, que iria viajar e não sabia quando voltaria. Cleópatra ficou chorosa, indo ao mural todos os dias, para chorar pelo seu Marco Antonio e para agredir a mim ... Clarissa. Agredia-me no mesmo estilo de "L... ". Por fim, véspera da Semana Santa do ano de 2001, alguém entra no mural para dizer para Cleópatra, que não esperasse mais por Marco Antonio pois o grande Guerreiro havia sido ferido em uma batalha e não resistindo aos ferimentos,  morrera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, achei graça da brincadeira e entrei na sala do chat e quando eu brincava com uma amiga sobre o assunto da morte de Marco Antonio,  entra Cleópatra e começa a me agredir... sendo que revidei imediatamente e tivemos na sala uma grande batalha. Mas, ai neste ponto eu fiquei cismada pelo desespero de Cleópatra que era verdade a morte do Guerreiro, Marco Antonio e passei mal. Tive taquicardia, suores, tremores e pensei que quem iria morrer era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos então, algum tempo de tranqüilidade no chat... desapareceram "L ... " e Cleópatra. Tudo transcorria regularmente bem, toda noite batíamos papo, brincávamos. Foi então, que apareceu a 3 pontinhos... três pontinhos porque sempre entrava no site como uma reticência ... (não tinha nome - era uma pura reticência) - esta três pontinhos não falava com ninguém, mas entrava no secreto e ficava me questionando sobre o Guerreiro... quem era Guerreiro.. onde ele morava... o que fazia... se ainda tínhamos um relacionamento... eu fugia dos questionamentos e me negava a dizer quem ele era... mas ela insistia. Um dia eu quis saber porque este interesse e ela me confidenciou que havia sido abandonada pelo marido porque ele se encantara por uma poetisa da sala "amigos+amigos". Eu lhe assegurei que ela estava enganada. Não era eu. Mas, a três pontinhos continuou a me importunar. Outras vezes entrava como "Aconchego" e dizia ter vindo especificamente para falar comigo... e passava a me agredir por que dizia ela ser apaixonada por um tal de "...." e que eu, Clarissa, como Poetisa,  ficava entre eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas amigas, diziam para que me afastasse da sala e do mural. Afastei-me, e então passei a receber e-mails da tal Aconchego... depois de uma tal de Princesa... que vinham tirar satisfações comigo, me acusando de roubar-lhe o amante... agora já não era marido e sim amante. A Princesa confidenciou num de seus e-mails que arquivei por muito tempo... que era casada com um abastado senhor, mas que era apaixonada por um plebeu cujo nome real era ".xxxx..." e que entrava no mural com o apelido "P....". Que ela, Princesa não podia falar com ele ao telefone, nem se encontrar... nem mandar e-mails porque o marido, um ricaço de Cabo Frio, havia contratado um espião para controlar tudo que ela fizesse na internet.. e por isto ela estava me mandando aquele e-mail através do Yahoo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi ao e-mail pedindo a ela que não me escrevesse mais, pois eu não tinha nada a ver com os assuntos dela.. não conhecia seu amante... não queria conhecer.. e que a pessoa que eu tivera um relacionamento, nada tinha a ver com o seu suposto amante, que ela estava confundindo nick com nome real. E que por outro lado, fazia muito tempo que eu não tinha notícias da pessoa com a qual me relacionara e que esta pessoa estava no meu esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se alguns dias e acordei no meio da noite com o telefone tocando... uma mulher aos gritos... me suplicava - que deixasse o homem dela em paz. Mas a mulher me chamava pelo meu próprio nome... ela sabia com quem estava falando.. mas eu não sabia com certeza do QUÊ ela estava falando,  e tão pouco eu sabia quem era ela, pois quando quis saber, ela desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia, durante o dia, uma mulher me ligou. Não posso dizer que era a mesma pessoa, porque a primeira, durante a noite gritava e chorava convulsivamente, e a segunda que ligava durante o dia, falava de maneira calma e pausada, com sotaque carioca, dizia ser de Cabo Frio,  ser a Princesa, mas que usava também outro nick começado com P... Esta mulher me disse que gostaria de ser minha amiga, precisava ser minha amiga, que ela estava vivendo um inferno, pois o marido milionário a cerceava de todas as maneiras, e ela estava apaixonada por um outro cara sem eira nem beira e sendo acostumada ao fausto,ao luxo e vida em alta sociedade, ela não tinha coragem de deixar o marido milionário para se juntar ao amado, amante pobre. E queria ser minha amiga... trocar confidencias e principalmente ter a certeza que eu não estava envolvida com o amante dela. Fiquei pasma e num troco respondi............. NÃO QUERO FALAR COM VOCÊ... NÃO ME LIGA NUNCA MAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então passei a receber e-mails insultuosos da tal Aconchego, que dizia ser a mesma Princesa... ora dizia ser a três pontinhos.. ora negava tudo, mas insultava suas poesias, minha querida Poetisa e insultava a mim Clarissa. Passei a não responder os e-mails. Passei a entrar no chat ora com um nome, ora com outro, mas ficava chateada porque assim me privava da companhia dos amigos verdadeiros. Então, voltei a usar o meu próprio nome... e tudo recomeçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiu na sala de "amigos+amigos" alguém que assinava RUBINETA SACANETA... e esta mulher somente entrava e logo de cara dizia.. procuro por Clarissa ... e despejava sobre mim, todos os tipos de palavrões e agressões que uma pessoa pode despejar sobre a outra. Eu reagia.. Eu me entristecia.. Eu me amargurava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então de repente, apareceu uma tal de Frida... e depois uma tal de Rubineta Sacaneta 2.. e depois uma tal de Júlia... e depois Frida Germânica e ficou impossível, freqüentar o chat "amigos+amigos". Um dia, resolvi mandar ao Guerreiro um e-mail questionando sobre o assunto... e logo a seguir, 15 minutos depois, apareceu alguém com o nome real dele Guerreiro, nome que eu nunca havia ventilado para ninguém na internet, mas no mural apareceu alguém com seu nome... dizendo "Ponham esta Clarissa para fora deste site, ela emporcalha este site... porque esta mulher é uma vagabunda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir... alguém vem ao mural e acusa você Poetisa de plagiar poesias, de roubar poesias... etc. Logo, nos dias que se seguem alguém entra no mural, na sala de chat e  grita "fora... fora... fora com esta mulher... tirem esta mulher daqui... direção do chat.... tirem esta mulher deste chat... proíbam esta mulher de entrar neste chat porque pega mal para vocês..." A pessoa repete este apelo à direção do site "amigos+amigos" por mais de 20 vezes, enchendo 15 páginas... Salvei tudo isto no meu computador para ter certeza que não era alucinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, tentei entrar no chat "amigos+amigos" e recebi a resposta na tela... "Este IP não está autorizado a acessar este site".... assim, transcorreram meses... muitos meses, em que não pude entrar naquela sala, mas soube por amigos e amigas que alguém entrava usando o meu nome e emporcalhava a minha honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansada amiga... muito cansada... amanhã continuamos.. ok? Tenho muito a lhe contar... quero lhe contar sobre Capitu, e outras personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de parar aqui, quero lhe dizer apenas isto amiga Poetisa: - durante muito tempo eu ficava acreditando que alguns fatos que aconteceram ali, nada mais eram que brincadeiras, de mau gosto, é lógico. Uma brincadeira do próprio Guerreiro e que outras eram mulheres sem ter o que fazer, ou de cabeça vazia, que criavam fantasias loucas a meu respeito, devido as suas poesias amiga Poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se estou agora, assim pensativa, como você percebe, é porque esta semana, entrando no site "amigos+amigos", e procurando pelas fotos do Encontro de amigos+amigos.com, que aconteceu recentemente, eu descobri algumas coisas incríveis... as personagens das salas de chat... as pessoas dos e-mails, a pessoa do telefone... elas existem. Elas existem em carne e osso, e ao vir ao meu e-mail, o fundo de página me contou na época o nome delas. Mas eu pensava que aqueles nomes de fundo de página em e-mail eram forjados, por uma única pessoa... o próprio Guerreiro forjava, para brincar comigo... ou outras vezes eu pensava que uma determinada pessoa, muito minha conhecida na internet, resolvera brincar comigo. E, agora, amiga Poetisa, meu coração se torna uma chaga aberta - os meus poros sangram de dor, por saber que aquele que eu tanto amei, e o qual você na sua fantasia e ingenuidade cantou em versos e prosa, nada mais é, que um RATO DE INTERNET... um homem que joga com os sentimentos de várias mulheres e que joga umas contra as outras... um homem que não respeita os sentimentos sinceros de uma mulher por ele... e que a todas as mulheres de seu relacionamento na internet, ele apresentou as suas Poesias, minha Poetisa,  como um troféu ganho na guerra da conquista, como quem quer dizer... VEJAM QUE PAIXÃO SOU CAPAZ DE INSPIRAR... KKKK... coitada... uma imbecil... e principalmente, que a todas as suas conquistas na internet, ele  me apresenta não só como seu troféu, mas também  como alguém sem dignidade... uma mulher de baixa dignidade. Tudo isto está me doendo muito. Eu digo isto, porque as referidas pessoas... Princesa, Aconchego, L... três pontinhos, nunca ouviram de mim confidências, nunca foram minhas amigas, ou pessoas de minha intimidade... tanto é que eu duvidava da veracidade da coisa, ficava aqui, muitas vezes, pensando que tudo... tudo mesmo era invenção da minha cabeça de velha solitária, triste e ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CAPÍTULO  N.10 parte 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-6179911760851536130?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/6179911760851536130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confidencias-capitulo-x-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/6179911760851536130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/6179911760851536130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confidencias-capitulo-x-parte.html' title='Clarissa - Confidências - capítulo X parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-5169830949261182745</id><published>2011-03-08T10:18:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T11:06:16.212-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Confidências - capítulo X</title><content type='html'>Confidências n. 1 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Clarissa para a Poetisa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa e a Poetisa resolvem fazer um passeio vespertino pelo jardim. As flores se mostram alvissareiras nesta época do ano. Uma chuva miúda se alterna com um sol tênue, estimulando o crescimento das plantas e o desabrochar dos botões. Muitas rosas, muitas violetas e girassóis se erguem, alegres, vibrantes, recebendo o toque carinhoso de beija-flores que andejam esvoaçantes pelo jardim inteiro. E não faltam as abelhas que vem sugar o pólen, matéria-prima para a sua fabricação de mel. Clarissa caminha devagar, pensativa, mas prestando atenção, porque embora as abelhas estejam acostumadas ao seu cheiro e não ataquem, ela Clarissa fica sempre temerosa de uma picada, pois é alérgica a estas coisinhas deliciosas, chamadas "abelhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminham em silêncio. A Poetisa sempre respeita os momentos em que Clarissa deseja se calar, pensar, remoer seus sentimentos de saudades, criar sonhos mirabolantes, ou simplesmente, não pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o silêncio nesta tarde parece se prolongar mais que o costume entre as duas. Então, a Poetisa resolve abordar Clarissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clarissa, algum problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, amiga, alguns problemas. Estou aqui remoendo lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembranças? Das crianças (filhos)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou remoendo lembranças a cerca de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quer abrir seu coração? Falar a esta sua amiga o que a preocupa? Quem sabe posso ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você, sempre, pode ajudar, mas também, pode atrapalhar. Você fantasia demais Poetisa, cria poesia onde não existe; coloca um toque romântico em gestos banais... e estimula os meus sonhos, faz crescer as minhas crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, por outro lado, muitas vezes, amiga Poetisa, você nem parece poeta, tão fria e lógica é nos seus raciocínios. Isto é formidável. Sua capacidade de romancear e logo em seguida entrar na fria realidade deste mundo. Admiro você. ... (fazendo ar de riso)... acredite... acredite... Por que eu iria lhe mentir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom... bom... muito bem... Se você me vê assim, conta-me o que vai em sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que preciso contar... tem muita coisa se revirando aqui dentro da minha cabeça e que precisam se equilibrar com uma boa dose de crença e um dose dupla de realidade. Por que de fato, os problemas que se reviram em minha cabeça, se misturam de tal forma que não consigo chegar a um consenso se eles são reais ou se minha mente criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh Clarissa, fale, se não servir pra se chegar a uma conclusão, pelo menos você tira isto dai de dentro. Sabe que pode confiar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lógico que sei amiga. Você é aquela amiga, única amiga, na qual posso confiar, pois é como se eu falasse comigo mesma e tem mais, você lê os gestos, entende os meus tiques, percebe e decodifica até os meus suspiros. E, em verdade, faz tempo que não paramos as duas para trocar nossas confidências e .... entretanto, eu gostaria que você me ouvisse, sem me interromper, sem me questionar. E, se no final você tiver alguma conclusão palpável, me diga, senão guarde tudo no seu coração, ou simplesmente, faça como sempre - transforme em poesia (rindo meio acanhada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então fale. Estarei aqui, em completo silêncio, apenas ouvindo.... (os olhos da Poetisa são firmes - sem questionamentos, apenas sinalizando a sinceridade que sempre morou dentro dela e a sua profunda afeição por Clarissa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Amiga Poetisa, lembra quando você foi embora? Lembra?" - A Poetisa sinaliza com a cabeça que sim. Clarissa continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois é... pois é... eu lhe mandei embora porque eu achava que sua presença me estimulava sempre a acreditar num sonho impossível... num sonho de amor irrealizável. Pensava que afastando você e ficando sozinha, eu voltaria a ser aquela mulher de antigamente, com os pés no chão, cuidando somente de coisas aqui, bem materiais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então você foi embora, e o silêncio total passou a reinar nesta casa. O jardim já não era o mesmo, e as flores pareciam morrer de sede, embora eu as regasse todos os dias. Os pássaros mudaram seus ninhos e de manhã eu já não os ouvia como antes. As abelhas deixaram de visitar as flores e as colméias ficaram secas, esturricadas ao sol. A água do lago, onde está a fonte, criou um lodo verde, ficou parada, pesada e não subia mais espontaneamente, como antes para me ajudar no trabalho de molhar as plantas. Eu precisava ir lá e força a água a subir acionando as manivelas... aquela árvore da curva do caminho que você gostava tanto, parecia pender sobre a estrada, com galhos secos, folhas cada dia mais amareladas. Eu caminhava pela casa como barata tonta, buscando um som, um perfume, uma voz, um grito e ... nem o eco de minha própria voz eu era capaz de ouvir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Junto com você tinha ido embora o sonho. Guerreiro era uma dor abafada dentro de mim. Antes, por pior que tenha sido o desfecho de meu romance com Guerreiro, você com sua poesia conseguia criar hinos ao amor... ora hinos tristes, ora cheios de uma fantasia alegre e de esperança. Mas ai, sem você, Guerreiro passou a ser apenas uma dor profunda, não mais uma esperança, não mais um canto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta solidão profunda me fez voltar ao chat 'Amigos+Amigos.com'. Tentei rever os amigos, conversar através da internet, fazer-lhes confidências e ouvir suas confidências. Lá estava sempre a Alemanzinha, a Rúbia, a Andréia e outras. Aparecia cada dia pessoas diferentes, algumas de bom papo outras pessoas agressivas e o chat que eu tanto admirava começou a receber também pessoas mal-educadas, que buscavam apenas sexo por sexo, sem respeito ao sentimento do outro. Mas... de qualquer forma, havia eu voltado para a roda de amigos virtuais, e passava com eles todas as noites algumas horas agradáveis, de bate-papo, confidências etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas.... apareceu no chat 'amigos+amigos.com" um sujeito usando o nick de Guerreiro. Bom, este nick de Guerreiro havia sido nós (eu e você) que havíamos dado ao meu amado... mas ele de fato, não se chama Guerreiro e eu nem tivera tempo de contar-lhe que, cá entre nós duas  tínhamos lhe dado o nome de Guerreiro. Ele sempre que entrava, ia para um canto, conversar com uma tal de "L...". Esta por sua vez, agredia-me com palavras de baixo calão... mandava-me sair da sala... e eu tentei até brincar com a situação. Ficava muito pensativa... seria o próprio Guerreiro? Será que algum dos nossos escritos (poesias) tinham chegado até ele, o que o fizera se identificar e agora vir ao chat para me infernizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"L..."... ia ao mural e deixava recados a ele... e deixava recados pra mim.. sempre em tons ameaçadores, agressivos e pornográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites, meu telefone tocava. Tocava e eu atendia e não tinha ninguém. Ficava pensativa.... será que eu sonho que ele está ligando? Seria o meu desejo que me fazia acreditar que o telefone tocava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, eu resolvi retornar o toque do telefone, para ele Guerreiro. Mas, não tive coragem de ligar no apartamento dele... disquei então para a chácara... parece idiotice fazer uma coisa destas, como poderia ele estar na chácara as 4 horas da manhã. O lógico era que ele estivesse em seu apto na Frei Caneca. Mas, meu coração mandou ligar para a chácara e assim, eu o fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou uma única vez e ele, em pessoa, Guerreiro, atendeu. Era a primeira vez que eu falava com ele depois de nosso rompimento intempestivo. Era a primeira vez que eu, tinha tido coragem de discar aquele número de telefone. Nunca ligara antes, embora soubesse de cor o número do telefone. Você sabe, amiga, que eu sou assim. Eu tinha medo de ligar e ser rejeitada. Eu tinha medo de ligar e ouvir o que eu não queria ouvir. Mas... ele atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou-me logo de início o que eu queria... e.. eu timidamente... com a voz quase sumida na garganta, disse - "estou com saudades de você..." - ele, sem pestanejar, respondeu-me de pronto... "sinto muito... mas não posso dizer o mesmo, pois você não significou nada na minha vida... foi muito pouco o que houve entre nós.. você não acha?..." Fiquei assim, parada, segurando o telefone por alguns instantes... e desliguei. Não tenho certeza se eu disse mais alguma coisa... ou se eu não disse nada... o choque daquela resposta ficou gritando tão alto dentro de mim que abafou qualquer outra lembrança que eu poderia guardar daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui voltar para a cama. Não sei também se chorei... fiquei meio passada, transtornada, não consigo me lembrar das minhas próprias reações.... sentada eu estava, sentada continuei até amanhecer o dia. Então levantei... fui até a cozinha, fiz um café bem forte... voltei ao quarto, abri a gaveta e peguei um objeto que ele me havia enviado pelo correio... estava ainda na caixa, pois não me servia de nada... objeto inútil para uma mulher que sabe o que quer. Peguei o objeto, coloquei numa sacola de supermercado, dentro de outra sacola e dentro de mais outra sacola... muitas sacolas... amarrei bem... e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui caminhando até a quitanda... comprei dois Paes... voltei caminhando ao longo do rio na estrada... e então, neste momento, eu me lembro bem, que eu chorei. Chorei muito. Todo o meu corpo sacudia e às vezes eu pensava que minhas pernas iriam se dobrar e eu cair ali, e que iria morrer na beirada do rio. Mas continuei caminhando... caminhando ao longo do rio... passei por nossa casa e fui adiante.. fui adiante... até encontrar um local onde o rio era mais largo e mais profundo... e ali eu rezei... ali eu implorei a Santa Catarina que arrancasse do meu coração aquela dor... e joguei o objeto muito bem acondicionado dentro do rio... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa. Tomei um café preto, comi um pedaço de pão e fui ao computador. Entrei na site dos 'amigos+amigos.com'... entrei por entrar, porque aquela hora da manhã, 9 horas da manhã, de um domingo, dia 3 de dezembro de 2000, com certeza não tinha ninguém por lá, pois o movimento no mais de 50 se restringe sempre ao período noturno, entre 23 horas e 1 hora da noite. O resto do tempo, o site nunca tem ninguém. O mural também somente funciona em determinadas horas. Entretanto, entrei. E fui ao mural... tinha um recado para mim... era de "L ..." que me agredia, me chamava de vagabunda... e outras coisas. Como você sabe, não suporto desaforos calada... respondi. Resolvi olhar o chat.. nem sei porque.. e por absurdo que possa parecer, mas na hora, no estado de transtorno que eu estava, nem me dei conta de que era impossível ter alguém na sala........................ ................ ............... mas tinha!!!!!!!!!......... nada menos que  12 pessoas........... a Alemazinha.. a Andreia... a Rubia... um tal de Fred (que parece que era o Guerreiro com outro nick)... e muitas outras conhecidas e desconhecidas............ e "L...."... "L..." estava na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei, ela me abordou rapidamente... parece até que me esperava -  me falou poucas e boas... muita coisa.. e eu revidei na mesma altura... e não foi legal. Acredite, amiga Poetisa, não foi legal, tudo que aconteceu naquela manhã na sala dos 'amigos+amigos.com'.  Todas as outras ficaram assistindo, como meras expectadoras, sem mencionarem nada.. sem dar opiniões... apenas a Alemanzinha me aconselhou... saia Clarissa... saia da sala, ... deixe ela falar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai. Voltei ao mural. E lá esta "L..." outra vez me agredindo... falando coisas absurdas... coisas sem nexo que eu não conseguia entender. Falava até em suicídio e etc... Então, sem perceber, dei uma de boa samaritana, e tentei acalmá-la. Nem sei porque fiz isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração ainda bate acelerado ao me lembrar daquela maldita manhã. Daquele meu ato irrefletido de ligar ao Guerreiro às 4 horas da manhã. Pra que fiz isto? Pra que? Podia ter me poupado de tal desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, senti muito a sua falta amiga Poetisa, para lhe contar, desabafar e deixar que do acontecimento você fizesse algum poema tipo tragédia grega... (agora, me dá até vontade de rir um pouco... de quanto fui ingênua...)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa continua calada, ouvindo atenciosamente os relatos de Clarissa. Por dentro, ela a Poetisa, chora... chora pela amiga, mulher que nunca se deu ao desfrute e que o único pecado que cometeu foi acreditar na possibilidade de um amor tardio... e principalmente, como iniciante de internet, pensar que os homens ali viessem procurar por relacionamentos sérios.... Pobre Clarissa!.... Pensa a Poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amiga Poetisa... estou um pouco cansada e gostaria de deixar para amanhã o final dos meus relatos, pois tem muito mais que eu quero contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim Clarissa, vamos voltar para casa, pois a noite já desce e aqui fora podemos ser picadas por pernilongos... e você com esta sua alergia poderá ter complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos. (as duas numa só voz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CAPÍTULO  N.10 - Campo Limpo Paulista - ano 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-5169830949261182745?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/5169830949261182745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confideencias-capitulo-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5169830949261182745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5169830949261182745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-confideencias-capitulo-x.html' title='Clarissa - Confidências - capítulo X'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-3023664697567365453</id><published>2011-03-08T10:16:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T10:16:27.627-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Carta de Amor n. 3 - Capitulo XI parte 3</title><content type='html'>Cartas de Amor pra você n. 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E os mesmos ventos que o arrastaram pelos caminhos os quais não eram os meus,  em busca de um mundo que você acreditava ser a sua realidade, o trouxeram de volta no início de um outro inverno, 3 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, quando meu coração já se aquietava, não no esquecimento, mas sim, na resignação, você se achegou de novo, acenando-me com a possibilidade de  retornar ao círculo de luz do passado, o qual havia me revitalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração encheu-se, então, de grande alegria, e minha alma entoou hinos ao amor. Banhei-me em bálsamos de sonhos e vesti as minhas vestes de gala;  no coração preparei um banquete, sentando-me à porta da ilusão, tendo amarradas, na barra de meu vestido, pétalas de rosas perfumadas para lhe oferecer; estando assim preparada,  estendi as mãos para o receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu recanto, tudo se preparou para a festa. A Poetisa, eterna menina, minha amiga, companheira, serva e camareira,  vestiu sua melhor roupa de domingo e  foi a primeira a sentar-se a um canto junto à mesa e começar a rabiscar suas rimas e frases,  agora em ritmo alegre, deixando pra trás o choro e o lamento dos poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro Anjos desceram dos céus, formando 2 pares, colocando-se cada qual em um canto da sala, e dedilharam suas harpas, elevando aos céus canções que convidavam a todos para comungar naquele momento de gala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri as portas da gaiola, onde trazia preso, há tempos, um pássaro cantante, o qual eu batizara de "Carente", para que voasse em busca de seu par e também pudesse ser feliz. Mas o pássaro, amigo companheiro, sobrevoou o jardim por algum tempo, retornando à janela, onde se pôs a entoar as mais belas trinas que aprendera, somente para comunicar "eu também quero fazer parte da festa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores no jardim, até então recolhidas no inverno, se ergueram em seus caules, abrindo-se sem medo; coloriram com matizes diversos todos os canteiros, e pareciam vestidas de pérolas reluzentes banhadas pela luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamo-nos, todos à mesa, reservando a cadeira principal pra você. E quem era 'todos nós'? Eu, Clarissa, a amante; acompanhada da Eterna amiga Poetisa; meu amigo mais antigo, o Sonho; a companheira inseparável da Poetisa chamada Fantasia; o pássaro cantante, "Carente", que veio da janela pousar na quina da mesa; e, os quatro anjos mensageiros denominados Amor, Esperança, Prazer e Vida; e assim, postados, ficamos à espera que você se sentasse para juntos darmos início ao banquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você permaneceu de pé, olhando tudo, quase sem surpresa, como se tudo aquilo fosse esperado, ou, nada mais fosse  que um direito seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos todos sentados, aguardando suas palavras, suas decisões, para tão solene momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, você se pronunciou,  falou de projetos, planos implantados em outros pólos, como se nós, ali não existíssemos, e só existisse aquilo que era importante pra você e as pessoas às  quais considerava ser a sua realidade; o seu motivo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu, Clarissa, ouvia sua voz como se fosse música me arrastando, ora para um mundo de ilusão, ora para uma realidade. Negando-me, assim,  a ouvir verdades, ou dando outros significados às palavras de forma a alimentar os meus sentimentos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, pouco importava o que era dito, o importante era o êxtase a que me conduzia, o simplesmente, ouvir sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E horas, dias se passaram, e todos que vivem em meu recanto, os quatro anjos (Amor, Esperança, Prazer e Vida), a Fantasia (da Poetisa), o pássaro cantante, e o meu Sonho permaneceram sentados, pacientemente, esperando o momento certo de agir e colocar a sua própria voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias passaram, e você, meu querido, fazia de conta que não percebia que todos estes amigos inseparáveis do Amor, estavam à espera de uma palavra sua, de ordem, para descobrirem os pratos, tão cuidadosamente preparados, para lhe oferecer. Todos continuaram esperando, e a cada gesto seu, todos se colocavam em estado de atenção, para não perder o momento exato em que deveriam começar a agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias passaram... e tudo continuava no mesmo lugar e da mesma forma... você, desconhecendo nossos objetivos e vivendo em seu próprio mundo e seus próprios motivos; então, o Anjo Prazer sentiu-se com grande apatia, deu boa noite e partiu. Logo após, o Anjo Esperança, também, cansado de tanta espera inútil, se despediu e se recolheu; sobraram apenas o Amor e a Vida que, assistidos pelo Sonho, continuaram aguardando; e finalmente, começaram a discutir entre si, se valia ou não a pena continuar... já que a Esperança tinha se recolhido e o Prazer tinha ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro cantante "Carente", vendo tanta discórdia, entre Amor e desejos de Vida, recolheu-se à sua gaiola e parou simplesmente de cantar. Nem tentou fugir... percebeu em sua sabedoria, que não adianta correr atrás do Amor... quando o Amor não quer receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fantasia, amiga da Poetisa, tomada de grande ansiedade, desequilibrou-se emocionalmente e afogou-se no pequeno lago da fonte, que eu, Clarissa, mandei há tempos construir no centro do jardim. A Poetisa chorou muito a perda da amiga e portanto, sem Fantasia, não conseguiu mais rimar. Não conseguindo mais rimar,  a Poetisa passou a escrever em prosa, onde se torna mais fácil descrever sentimentos tão contraditórios, quanto  os de Esperança &amp; Desesperança, Amor &amp; Revolta, Amor &amp; Ciúme, Crença &amp; Desengano, Alegria &amp; Tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, todos partiram, sem desejar mais luta, mas eu, Clarissa, continuarei aqui, esperando por você... pois, se todos se foram... o Amor permaneceu a postos, teimoso e irreverente, acreditando que um dia conseguirá acordar a Fantasia de sua pseudo-morte, e que poderá transformar o Sonho que não se foi por ser fiel companheiro,  numa realidade tão verdadeira que ultrapassará os limites da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu recanto, numa terceira noite de primavera do ano de 2003.&lt;br /&gt;Campo Limpo Paulista - SP ano 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CARTA N. 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-3023664697567365453?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/3023664697567365453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-3-capitulo-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3023664697567365453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3023664697567365453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-3-capitulo-xi.html' title='Clarissa - Carta de Amor n. 3 - Capitulo XI parte 3'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-2979736900510003333</id><published>2011-03-08T10:15:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:15:08.802-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Carta de Amor n. 2 - Capitulo IX parte 2</title><content type='html'>Cartas de Amor pra você n. 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E numa data qualquer, de tarde fria e de ventos fortes, o que era sonho, tornou-se realidade, pisou sobre a areia escorregadia da praia de minhas fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi você como um ser tocável pelas minhas mãos e meus olhos semi-cegos vislumbraram seu vulto, de pé, diante de mim, como homem real, cheio de ânsias e desejos de amor. Seus olhos brilhantes se assemelhavam aos de uma criança que encontra uma borboleta que se escondia no jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri meus braços num gesto repleto de ternura e aceitação; embalei-o nos meus desejos e lhe fiz um deus, que tudo pode, tudo realiza, tudo domina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você veio surgindo da luz resplandescente de minhas fantasias, para se tornar ser visível e real, mostrando-se ora como homem forte, ora um menino carente e amedrontado, ora um deus dominador, egoísta  e arrogante; e assim da mesma forma que veio se foi, desaparecendo pelos caminhos, apagando os seus próprios rastros e de repente percebi que tinha perdido seu vulto na escuridão. E então, tudo que era belo como um sonho iluminado, tornou-se um pesadelo, na madrugada fria ao romper de um novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi embora. Ficou apenas a lembrança de uma luz que brilhou nos céus de minha vida e passou tão rápida quanto uma estrela cadente e, portanto, esta rapidez inusitada nos leva a duvidar da realidade e nos perguntar se foi verdade ou mentira o que vimos, o que sentimos durante o transe emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi embora. Ficaram a saudade e o desejo latente de sonhar mais, embalando minhas noites, cantando nos meus dias, até que chegou a hora do retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu recanto, numa  segunda noite de primavera do ano de 2003.&lt;br /&gt;Campo Limpo Paulista - SP ano 2003&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CARTA N. 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-2979736900510003333?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/2979736900510003333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-2-capitulo-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/2979736900510003333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/2979736900510003333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-2-capitulo-ix.html' title='Clarissa - Carta de Amor n. 2 - Capitulo IX parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-108613383744271708</id><published>2011-03-08T10:13:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T10:13:47.313-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Carta de Amor n. 1 - Capitulo IX parte 2</title><content type='html'>Cartas de Amor pra você n. 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje, resolvi perder algumas horas da minha noite para lhe falar do meu amor. Aproveito estas horas assim cheias de nada, quando olho para todos os lados e nada vejo a não ser sombras a se delinearem nas paredes brancas, e um surdo silêncio que invade a casa. Em meio a este silêncio, eu recordo você, e meu coração sente uma vontade tamanha de gritar bem alto todo o amor que senti, que sinto e que talvez continue a sentir até que o resto das forças deste meu corpo sejam destruídas pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você surgiu na minha vida, num momento especial, quando eu renascia de algumas tormentas que abalaram a minha existência. E surgiu assim, de repente, sem se anunciar e me deixou vislumbrar uma possibilidade de novamente ver a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi como um farol no cais, sinalizando-me para um porto seguro na terra dos meus sonhos, fazendo-me acreditar que a felicidade existe e que o amor é possível, mesmo quando chega assim, no entardecer de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você era a terra, forrada de areia onde pisei firme, escorreguei para me autoconhecer e a cada queda me levantava com mais força e vontade de viver. Viver para você, viver para uma fantasia que apontava para realização de um grande e verdadeiro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você era um sonho, que eu quis acreditar realidade. Você era um mastro no qual eu me agarrava para me sentir segura. Você era a água que lavava meu corpo, remodelando-o, enchendo-o das ânsias e de todos os desejos da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você era o alimento que matava a minha fome de carinho, de juntidade, de entrega, de plenitude no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, você chegando, de repente, como um farol em meu caminho, e eu olhando para esta luz que vinha de você e que a fantasia transformava, através de você, na minha realidade sonhada, me tornei forte, venci a minha fraqueza e construí na minha mente um mundo só nosso, repleto de cantigas dolentes, cantantes de ternura, repletas de sonhos,  e que entoavam hinos de amor e realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo, na sinalização de sua luz entrei no círculo da resplandescência, deixando-me envolver pelo êxtase do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas minhas noites solitárias, depois de tagarelar com você, falar de tudo e falar de nada, eu o via, caminhando de braços estendidos, me acolhendo e dominando meu corpo, para que realizássemos nossos desejos, numa entrega total, sem reservas, sem pudores, sem medos e então alçávamos juntos ao paraíso, onde tudo é beleza, e o caminhar é leve no sincronizar de passos que imitam a dança, que vão e voltam, se entregam, se rejeitam para retornar em nova entrega até atingir o delírio  quando se saboreia, num último beijo, os dulcíssimos frutos celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, amor, naqueles dias, ou noites, eu fui feliz. Entreguei-me a você sem questionar o amanhã e sem investigar o ontem. Fui feliz porque a felicidade é entregar sem questionar. A felicidade é receber com a mesma alegria e ingenuidade da criança que em tudo crê e exulta ante os presentes mais singelos. E você era o meu presente. O presente que a vida me oferecia, como momentos para tão-somente, ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz é pedir pouco, e do pouco que se recebe fazer uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiz de você uma festa dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu recanto, numa noite de primavera do ano de 2003.&lt;br /&gt;Campo Limpo Paulista - SP - ano 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA CARTA N. 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-108613383744271708?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/108613383744271708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-1-capitulo-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/108613383744271708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/108613383744271708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-carta-de-amor-n-1-capitulo-ix.html' title='Clarissa - Carta de Amor n. 1 - Capitulo IX parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-7262466812619244614</id><published>2011-03-08T10:11:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:11:48.448-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - E Chega a Primavera - Capítulo IX</title><content type='html'>E chega a Primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clarissa acorda com filetes de sol que entram pela sua janela entreaberta. Quando a estação do frio pesado vai embora, apenas encosta as folhas da veneziana de seu quarto para gozar durante a noite da brisa que sopra de fora e ao mesmo tempo ser acordada de forma deliciosa pela luz do sol. Levanta-se e abre de vez a janela "Dia lindo! Cheio de luz!" As cores se multiplicam em seus canteiros: rosas, orquídeas, dálias, açucenas, girassóis e muitas, mas muitas violetas e beijinhos multicoloridos se espalham pelos canteiros formando os seus contornos como se fossem pequenas muretas. Contrastando com tantas cores, tijolos pintados a cal branca estão bem dispostos em losango fechando cada canteiro como um suporte às violetas. Circundando os canteiros mandou construir trilhas em tijolos naturais queimados no tom vermelho. No centro do jardim um chafariz jorra cantante uma água límpida que chuvisca sobre as flores alegres pelos beijos quentes e molhados do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Clarissa respira fundo. Ergue os braços. Espreguiça. É uma preguiça gostosa de quem dormiu por longas horas, um sono calmo, sem sonhos. Se sonhou não se lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos minutos depois de um café rápido e simples, lá está Clarissa entre as flores e os animais cuidando de seus afazeres. Com uma mangueira molha as plantas que mais distantes não são alcançadas pela chafariz. "Ah! Mas um dia haverá de construir vários chafarizes em pontos estratégicos para que todas as plantas gozem do mesmo conforto que as outras que estão no centro do jardim". Trabalha e sonha! Sonha com grande produção de flores naquela e nas próximas primaveras; com a vinda dos netos nas férias escolares; com o seu desenvolvimento nas práticas do computador; e seus sonhos são verbalizados em voz quase poética dirigida as suas flores. Conta as suas esperanças, fala de suas saudades e fica muitas vezes olhando, tocando flor por flor como se esperasse respostas. A cadelinha Lila a tudo acompanha, ora em passos lentos, ora saltitante. De quando em vez pula em Clarissa como a reclamar atenção. E Clarissa grita pra ela: - "Calma, calma, já comeu o seu pão da manhã, logo, logo lhe darei a sua ração!. Calma... espera! Os outros precisam primeiro". E lá vão as duas com uma grande cesta de farelo de milho misturado à ração para dar as galinhas. E as galinhas cacarejam alto, a cadelinha late, corre sobre elas e Clarissa dá gostosas gargalhadas, sozinha com seus bichos, suas flores, pois tudo naquela manhã de Primavera parece ter acordado em festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove horas da manhã. Acabou a primeira jornada do dia e volta-se então para o interior da casa e busca pelo seu computador. Responde e-mails. Escreve um pouco. Viaja por algumas páginas costumeiras e assim seus pensamentos vão ao futuro, voltam ao passado, lembrando quanto de novidades do mundo lá fora essa tela lhe trouxe. Quantos momentos de paixão, de delírio e sedução, mas que agora, mais parece a ela, Clarissa, tela morta, sem significado, sem objetivos. Nada que valha a pena ver. Nada que entusiasme, deslumbre ou emocione como antigamente. A internet para Clarissa é um mundo aberto para o mundo e no qual ela não encontra mais respostas para suas emoções. Os muitos e-mails que recebe todas as manhãs vêm de pessoas que ela não tem a mínima idéia de quem são ou onde moram. Os muitos amigos e amigas que fizera na net, se espalharam pelo mundo real mesmo ou acharam seus pontos de divertimento em outros locais da net e se afastaram. Poucos ficaram. Estes poucos, Clarissa atende e responde os e-mails com todo o carinho que tem por eles. Mas, todos distantes. Todos fora do alcance de suas mãos e de sua voz. Alguns poucos se tornaram mais íntimos, principalmente, amigas e estas sim, até se falam ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primavera! Lá se foram mais um outono, mais um inverno, mais um ano de vida. Primavera! E o sol ilumina toda a casa por dentro. As paredes pintadas à cal branca agradecem a luz e resplandecem dando mais claridade ainda ao ambiente interno da pequena casa. A temperatura é tépida, gostosa, tudo leva a um sentimento de paz por todos os cantos. Mas existe um SILÊNCIO ambiente que incomoda Clarissa – o silêncio da SOLIDÃO. O silêncio da falta de um AMOR. O silêncio gritante da SAUDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta-se do computador e senta-se próxima à janela que dá para a parte da frente da casa, de entrada singela e de onde pode ver aquela paisagem lindíssima de uma estrada longa e sinuosa a qual a Poetisa chamou de "A Curva do Caminho". O tempo corre rápido e já se vão 4 meses desde a partida da Poetisa. Os olhos de Clarissa se fixam então na Curva do Caminho e seus pensamentos viajam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh amiga Poetisa, onde está você? Onde está a sua poesia que cantou e encantou os meus dias, embalou os meus sonhos e minha fantasia? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh amiga Poetisa, onde está você? – Que saudades eu tenho de sua simplicidade, do seu riso, dos seus gritinhos pela casa; da emoção do seu olhar ao compartilhar os meus sonhos de amor irrealizáveis? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amiga Poetisa, onde está você? – Onde estão seus versos? Aqueles que fazia para o meu amado, gritando-lhe minha paixão, minhas decepções, ou esperanças vãs? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amiga Poetisa, onde está você? – Parece-me ainda, ouvir sua voz, declamando pela casa os versos já feitos e em passos saltitantes, lágrimas escorrendo pela face – como se os sentimentos fossem não meus, porém como se todos fossem tão somente seus – a perguntar-me ansiosa: Gostou Clarissa? – Traduzem o que sente, o que me contou? Traduzem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh amiga, esquece o que lhe fiz! Esquece que lhe mandei embora e volta. Volta. Vem encher outra vez esta casa com sua voz, com seus versos, sua música, seus gritos, sua rebeldia e ao mesmo tempo esta ternura que fica escondida quando seu rosto se cobre de uma sisudez repentina, expressando marcas que a vida lhe fez!. Esquece amiga, que lhe mandei embora e volta. Preciso de você, aqui bem perto de mim, para novos versos construir e o silêncio total desta casa fazer partir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E você Guerreiro, Navegador de Altos Mares, Guerreiro de minha alma, onde está? Sinto saudades! Saudades de você. Da sua altivez e da sua mesquinhez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E você Guerreiro, onde está? Navegando por outros mares, turbulentos como gostas para levantar os seus mastros e em grito de guerra, dominar com suas estratégias de quem dá, entrega, busca, oferece, para depois da posse – bater em fuga abandonado as terras conquistadas, pois tudo que lhe interessa de fato é a busca em ALTOS MARES!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, Guerreiro, mas mesmo assim, sinto saudades. E por que então, também, lhe mandei embora, em versos que autorizei a Poetisa para escrever? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, Guerreiro, por que lhe mandei embora, se lhe amava tanto e amo ainda, no silêncio de meu coração? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de ser uma TERRA CONQUISTADA e ABANDONADA ou AVE APRISIONADA e LIBERTADA e/ou ainda FERA SELVAGEM DOMADA e após a POSSE – REJEITADA PELO DOMADOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de ser POESIA ESCRITA NA PRAIA – esperando o regresso de seu barco – para ser lida sob o calor de um sol escaldante, sonhando então matar outra vez sua sede com água límpida e fresca que brotaria da areia como um milagre que só o amor é capaz de compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa está perdida em seus pensamentos – vagando... vagando quando assim surpresa, seus olhos se alongam pela curva do caminho e se detêm sobre um pequeno vulto que vem vindo.. caminhando, devagarzinho como se quisesse se assegurar de estar na curva certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem será que vem lá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Céus! A Poetiza... lá vem ela.. de volta. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa não pensa, sai correndo ao encontro da Poetisa. Agora a Poetisa voltou e Clarissa retomará por certo os seus sonhos. Auxiliada pela Poetisa recomeçará a escrever a sua estória. A estória de um amor, que morto renasce todos os dias, como sol que se põe todos as tardes para renascer todos os dias em novo alvorecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OH POETISA.. VENHA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; FIM DO  CAPÍTULO NONO -  Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-7262466812619244614?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/7262466812619244614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-e-chega-primavera-capitulo-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/7262466812619244614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/7262466812619244614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-e-chega-primavera-capitulo-ix.html' title='Clarissa - E Chega a Primavera - Capítulo IX'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-846912146514690238</id><published>2011-03-08T10:09:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:09:03.576-08:00</updated><title type='text'>A Carta de Clarissa - Capítulo VIII</title><content type='html'>A poetisa acorda, como sempre, depois que o sol vai alto, dá-se um toque rápido nos cabelos curtinhos e vai ao encontro da patroa, que já deve estar inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentra a casa e encontra Clarissa sentada em frente ao computador, parada, olhando lá fora os canteiros queimados pela geada. É inverno outra vez. Inverno lá fora e no coração de Clarissa. A poetisa se aproxima e Clarissa parece não ver. Seu rosto é como se fosse uma escultura de mármore descorado, onde se vê traços suaves de uma beleza de outrora, mas agora vincados por uma rigidez pétrea. Clarissa parece tomada de uma comoção interna; (..). Antes do inverno passado, as flores eram lindas e vivas, Clarissa as plantara com amor e delas cuidara com muito carinho, mas veio o inverno e com ele os sonhos de Clarissa no renascer da juventude, na crença de um amor fantasia que acreditara ser de verdade e ao  viver  aquele  sonho, esqueceu-se de suas obrigações e deixou que a  crueldade do frio matasse as suas flores. Mas, as flores renasceram ao som e embalo da poesia do coração de Clarissa. E veio a primavera que fez tudo florir de sonho, de ilusão e esperança. E  veio o verão que abrasou a alma de Clarissa, lhe afogueou o corpo em ânsias incontidas e desejos ardentes. Desejos! Ah, quanto desejo aflorou naquele verão! O desejo de buscar, o desejo de ser feliz(..). i desejo  de pedir, implorar,  suplicar pelo amor que partira (...): "Por favor, por favor, volta pra mim!... (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio, a poetisa contempla a amiga, (...). Analisa as leves e imperceptíveis contrações faciais. "Algo muito importante está para acontecer!"... Pensa a poetisa. Ela sabe. Naquele quase um ano de convivência, aprendera a ler na alma da amiga a penetrar profundamente em suas alegrias e tristezas e sentir tal como se fossem seus próprios sentimentos. Fica indecisa entre interromper a introspecção de Clarissa ou deixá-la assim devaneando por um tempo até que se decida a falar. Uma música suave toca, o ambiente limpo e organizado da sala de Clarissa com suas paredes brancas e pintadas a cal rústico, parece dar vida ao som da música e fazê-lo ascender ao infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vagarosamente, Clarissa desvia o olhar das flores mortas lá fora e o pousa na poetisa. Seu olhar transmite uma amargura resignada e no rosto quase impassível pouco se pode perceber o que lhe vai na alma. A poetisa, em prontidão, espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa olha firme a poetisa e lhe diz com voz forte e convicta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amiga, escreveremos hoje, o último capítulo de nossa história!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Último capítulo?" - pergunta a poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim,   escreveremos o último capítulo da nossa história. Quero colocar um fim neste sonho que me martiriza e povoa as minhas noites com luzes, mas me faz despertar nos tormentos de desejos insatisfeitos. Quero acabar com a alucinação desta espera de uma realização impossível!."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você assim o quer, não posso me negar. Qual o final vamos dar aos Sonhos de Clarissa?" Pergunta a poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escreveremos uma carta ao Guerreiro. Uma carta, na qual lhe exporei as minhas verdades. E você, minha amiga poetisa, saberá como redigir. Sabe tudo de mim, não sabe? Não é minha "sombra amiga?" A que me escuta, que me censura os devaneios e também me joga na fantasia? - É ou não é a minha alma gêmea, que tudo vê, escuta e converte em poesia?" - Então, poetisa escreva o meu último grito de amor e depois vá embora. Parta daqui e me deixa ser eu, Clarissa, um ser que de realidades vive. Parta e não volte mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poetisa, de pé ainda, baixa os olhos diante de Clarissa. Estremece.Uma convulsão interna toma conta de seu espírito. Mas como, Clarissa a está mandando embora? Como partir, depois de tão longo período de convivência em quase perfeita simbiose? Como deixar aquelas paredes brancas? Como não ter mais aquele rosto que aprendera tanto a amar? Como, não mais ouvir a voz de Clarissa a contar-lhe os seus sonhos de amor, devaneando em suas ilusões tardias? Como, ó Deus, deixar as flores lá fora? Não sentir mais seus perfumes e o brilho das cores nos canteiros de rosas? Como, ó Deus, deixar este aconchego, onde a amizade, a fraternidade e a confidência fizeram ninho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poetisa segura na garganta seu grito, seu soluço e olhando firme para Clarissa, diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, patroa, você manda. Faremos o que deseja. A poetisa senta-se então ao computador e começa a escrever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............. ..... ...... ....... ..... ..... ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Meu Recanto, 03 de junho de 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Exatamente, hoje, meu querido "Navegador de Altos Mares, Guerreiro de minha alma" completa-se um ano que nos encontramos pela primeira vez . Era uma noite fria e eu viajava por ai (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já alguns dias, venho pensando lhe escrever esta carta. Para ser sincera fiquei entre o desejo e o temor. Desejo intenso de lhe dizer como me senti estes meses todos e medo de não ser compreendida. Passei o dia de ontem, pensando e até cheguei a acreditar que vencera o desejo e que esta data passaria em branco, mas não vai passar. Preciso lhe dizer, o quanto você foi importante na minha vida. Você foi o sonho  tardio, atrevido, que adentrou minha existência (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos contatos foram tão rápidos, duraram tão poucos meses, mas para mim,  foram quase uma eternidade (...) Voltei a apreciar a poesia,  a ouvir o canto  do amor nas coisas simples da natureza; a acreditar em romances impossíveis; no reascender de brasas em labaredas sob cinzas mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, meu querido "Navegador de Altos Mares, Guerreiro de minha alma",  para você não signifiquei quase nada. Fui apenas alguns momentos de prazer e alucinação em suas noites de vazio, Você mesmo me disse, numa madrugada fatídica em que acordando meio sobressaltada, com a sensação de ter ouvido o telefone tocar, num impulso, liguei para você. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me pediu para ir ao seu encontro, um certo medo se apossou do meu ser. Uma indecisão, um receio interior de confrontar-me  com a nossa realidade. Mas a força do desejo e da paixão foram mais fortes e fui (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-lo adentrar aquele quarto, eu não tive resistências, não tive pudores. Você era uma pessoa que eu conhecia há muito. Era o homem amado, muito conhecido que chegava de uma  longa viagem. Ah, fiz um poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esperei-te debruçada na janela da vida,/olhando lá fora a noite negra e fria./Esperei-te em passos lentos, titubeantes/perdida em meus sonhos alucinantes. (...) (...) /com medo de não ser amada, nem querida./Então chegaste, em passos decididos/a porta  se abre e em minha vida /tu te aportas, pra em beijos entontecidos /dominar este meu corpo, já de vencida./Olho-te, com estes olhos de apaixonada,/olhos de poeta, de tonta, embevecida /e quero tocar no teu corpo de leve /acariciar teu rosto e cabelos de neve./Ah! Ah! Vieste! e me tomaste nos braços /e num abraço, beijaste-me a boca /possuindo m’alma e o corpo de louca.....///." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Momentos de delírio, de alucinação se seguiram. Queria lhe ver, por inteiro, guardar na retina as formas de seu rosto, o som de sua voz, o solfejo de sua respiração, o cheiro de seu corpo. (...) . Mas o tempo girou vertiginosamente, e lhe vi me dizer, que precisava partir (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Você foi embora. Não voltou nunca mais. Não mais telefonou. Não mais escreveu uma só linha.  Durante meses, ouvi o telefone tocar na madrugada como antes (...).  Rodando pela internet, a cada abordagem,  identificava  você (...) Quase enlouqueci. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Agora "Navegador de Altos Mares, Guerreiro de minha alma",  estou através de  uma dolorosa racionalização tirando  as seguintes conclusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui nada para você.  Fui apenas mais uma brincadeira de internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Internet não é um mundo virtual. É um mundo mais que real, onde as pessoas se acreditando protegidas pelas suas telas e distâncias, não hesitam em colocar para fora todas as suas ânsias escondidas. Amor de internet é uma ilusão. Momentos em que vivemos na nossa própria fantasia e desejos inconscientes. A mulher feia se acredita linda, o homem envelhecido se acredita jovem, forte e capaz de mil e um malabarismos..  A mulher mal amada, acredita-se amada, idolatrada, querida. O homem solitário, acredita-se um dom Juan, cercado de lindas mulheres (..).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lhe escrevendo esta última carta, porque quero que saiba por quanto tempo fiquei sonhando com sua volta. Fiz outro poema. São os versos da minha despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vulto da ilusão desaparece, /a luz se apaga, /o coração amortece, /fica o vazio cheio de nada, /vazio sem lembranças, /sem momentos, /com apenas horas caladas, /minutos suspensos no ar. /Ficam saudades (..), /lembranças perdidas, /de um vulto fantasma /que caminhava nas noites /de braços estendidos, /buscando emoções não sentidas, /buscando aconchego no vazio ... /sem nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Certo dia, depois de muito lhe esperar, mandei-lhe uma mensagem construída em versos onde se misturavam declaração, ternura e súplica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escuta, no silêncio da noite /Os meus murmúrios insanos/ O arfar do meu peito/ A música suave e lenta/ Que nossas almas acalenta./ Escuta... o som do vento/ Que lá fora uiva, canta, lamenta. /É o som de meu coração que te chama... /(...) /Interessa que meu coração te reclama.../ O que importa é que meu ser te deseja/ Para em beijos, na noite me perder.../Te quero.. por favor me ama!!! / Ah!!! te amo.. com este amor selvagem/ que todo meu corpo inflama. / Por favor, por favor, me doma!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho certeza que lerá esta carta. Mas não importa, se não a ler. Ficará aqui arquivada, para a posteridade (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que seja feliz e se eu fui para você,parte de uma busca de felicidade e lhe decepcionei, não se deixe vencer por esta desilusão, vá a luta meu amor; continue a sua busca. Não devemos renunciar à realização de nossos sonhos. Quero que seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos e muitos beijos, de sua,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poetisa termina a carta e a lê em voz alta e Clarissa ouve em silêncio. Não há nada a corrigir. Sente como se a poetisa houvesse arrancado de dentro de sua alma, todas as palavra desejara dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está ótima. Pode enviar por  mim?..." - diz Clarissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por e-mail ou correio comum? " - pergunta a poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ambos e postagens com aviso de recebimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa sai e se refugia no seu quarto. Precisa dormir para restaurar as forças perdidas no esforço emocional daquela manhã. Dorme o sono daqueles que sentem que nada devem à vida (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda já noitinha, quando um céu rubro prenuncia mais madrugadas de frio. Levanta-se e olha pela janela na busca de seus animais, das suas flores, do seu mundo lá fora. Ai ela vê um vulto pequeno, franzino que passa sob a janela, caminhando devagar, titubeante. É a poetisa, com sua malinha na mão, caminha pelos descaminhos da vida e segue sem dizer adeus. Seu vulto desaparece nas sombras da noite. Uma primeira estrela brilha no céu e dos olhos de Clarissa lágrimas copiosas rolam. Ela não queria que fosse assim! Por que a poetisa teria que ir embora? Não tivera sido tão companheira? Tão amiga? Tão confidente? Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica ainda, por longas horas, parada, olhos fixos  no céu, que de avermelhado no entardecer, mais à noite brilhante e límpido, depois vai se acinzentando. É a neblina que toma conta da noite. Que frio! Onde estará a poetisa? Conseguirá viver sem ela? Sem o seu aconchego? Sem as suas críticas e os seus devaneios? Clarissa chora. Como fizera isto? Por que mandara a poetisa embora? Ficaria agora mais só ainda. Afastara de si, a poetisa e o guerreiro e junto com eles, se foram seus últimos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste instante, Clarissa sente que lhe tocam as mãos num gesto de carinho e olha como que assustada e surpresa. Ah, é a cadelinha Lila que então late, alegre, balança o rabo, como a gritar para Clarissa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Eu estou aqui amiga! Você não está só. Esquece. Guerreiro não existe. A poetisa era um sonho, mas eu sou real e vou sempre lhe amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CAPITULO VIII - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-846912146514690238?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/846912146514690238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/carta-de-clarissa-capitulo-viii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/846912146514690238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/846912146514690238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/carta-de-clarissa-capitulo-viii.html' title='A Carta de Clarissa - Capítulo VIII'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-5546178846398457865</id><published>2011-03-08T10:06:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:06:02.978-08:00</updated><title type='text'>Clarissa e a Poetisa - Capitulo VII</title><content type='html'>Clarissa e a Poetisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A rotina de Clarissa mudou. Agora, logo cedo corre ao jardim e cuida rápido das plantas, alimenta os animais e volta ansiosa para casa com o pensamento fixo na investigação do seu computador. Esta é a única forma que encontra para aliviar seu coração, seus pressentimentos, seus medos. Abre e encontra lindos e-mails coloridos, poesias, midis, tudo que o Guerreiro colhe na net e lhe envia. Ela sabe que tudo é copiado,  mas diante destes carinhos se sente como ele mesmo a batizou: "uma deusa do amor"... "uma rainha"(...);  se sente amada, desejada, possuída. Tudo parece um sonho que Clarissa quisera fosse realidade e seu espírito se nutre daquela fantasia. do sonho irreal e a cada dia  se sente mais e mais presa naquela armadilha, naqueles devaneios que toda noite acontecem no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa também viaja na internet e colhe poesias, midis e outras páginas lindas e adequadas para retribuir aos e-mails que lhe foram enviados. Mas (...)  mas não era isto que desejava. Gostaria de saber escrever ela mesma tudo que sentia, traduzir com suas próprias palavras toda a força de seus sentimentos que são assim tão fortes, jamais experimentados e,  não como os outros, utilizar textos copiados e que todo mundo já conhece na net. Então, mais uma vez recorre ao Sr. Carlos e timidamente, disfarçando a voz, ela diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Seu Carlos, fico constrangida em lhe fazer esta confidência, mas sabe (!...!) olha.....,  não sei como explicar....,  acredita? (...) Estou com um paquera na net que me manda todos os dias e-mails lindos e gostaria de retribuir com algo assim personalizado, ( ....) o senhor sabe.... num sabe?... Não sei escrever direitinho, assim bonito, com palavras adequadas, dentro do estilo!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Estou entendendo Dona Clarissa e não se acanhe com a confidência, afinal a senhora é uma mulher livre, viúva, sozinha, tem os seus direitos. Não renuncie ao sonho. Não renuncie à esperança,  pois enquanto conseguimos sonhar, ter fé e esperança, estamos de fato vivos. Mas diga-me, em que posso ajudar a pela senhora? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Queria que me indicasse um livro de redação, uma professora ou professor que me ajudasse!!!! Seria possível? Conhece alguém? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Carlos fica pensativo por alguns instantes e retorna para Clarissa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Veja bem, não se aprende a redigir da noite para o dia... e me parece que o seu caso é urgente.  Mas... mas, conheço uma pessoa que poderá lhe ajudar a redigir os tais e-mails e melhor que eu, poderá lhe indicar poesias,  livros de literatura, pois é uma pessoa que vive deste trabalho - redigir. Quer que a traga aqui?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Sim seu Carlos. Traga-a aqui. Vou esperar ansiosa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela tarde, seu Carlos volta e apresenta a Poetisa à Clarissa. As duas rapidamente se entendem. Depois que seu Carlos vai embora, Clarissa conta à Poetisa assim,  meio afobada. aos tropeços e um tanto emocionada, às vezes titubeante, às vezes com frases confusas o que está ocorrendo. A Poetisa ouve atenta e capta tudo em seus mínimos detalhes e vai além,  penetra fundo na alma da amiga (...) compreende o drama... o sentimento.. o constrangimento devido a idade, o inusitado, o inesperado e principalmente, compreende  a grande  necessidade que Clarissa  sente de transmitir ao amado toda a profundidade daquele momento que está vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poetisa é uma mulher pequena, um pouco cheinha de corpo, de pele amorenada, cabelos já grisalhos e de idade compatível com Clarissa. Sensível, piegas, sonhadora, romântica e de certos modos um pouco indisciplinados, sem horas certas para comer, para dormir e fuma um cigarro atrás do outro. Embora tenha freqüentado uma faculdade e tenha sido casada e tenha filhos, vive também sozinha nesta cidade e devido a sua instabilidade emocional e sua indisciplina, estado peculiar aos poetas, não fez seu pé de meia,  não tendo portanto, uma tranqüilidade financeira, tirando agora em seu final de jornada o seu sustento da prestação de serviços em redação para um aqui,  para outro ali e a fazer versos para pessoas enamoradas que a procuram na cidade. Mas estes muitos versos, ela nunca os publica, depois que os vende passam a ser como propriedade daqueles que os encomendaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Clarissa, a poetisa é uma mulher de pouca vaidade, veste-se mal, um pouco por desleixo mesmo e outro tanto por falta de dinheiro. Fala alto, meio sisuda, porém abre-se num sorriso largo quando lhe falam de algum trabalho a ser executado e principalmente se for algo assim, que ela saiba fazer e goste de fazer. A poetisa é pessoa cheia de melindres, precisa trabalhar, ganhar o seu pão nosso de cada dia, mas nega-se sempre a fazer aquilo que não gosta, mesmo que lhe paguem bem. Eita, mulherzinha difícil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas em relação às necessidades de Clarissa está deslumbrada. Poderia assim colocar para fora, tirar da gaveta seus papéis amassados com poesias antigas e nunca mostradas ou publicadas,  outras novas mas sem serventia para ela mesma e criar mais e mais, embalada que vai estar nas narrativas daquele romance. Assim sua inspiração já meio decaída por falta de estímulos, voltaria à tona para servir às necessidades de Clarissa, pois ela mesma, a Poetisa há muito não sonha mais com um novo amor. Deixou num passado bem distante os seus próprios sonhos, suas ilusões, seus desejos e fantasias. É romântica, mas plenamente consciente de que já não é uma mulher desejável como nos tempos da juventude e apesar de poeta, tem seus pés no chão e não se embala por sonhos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, entre gritinhos, risos abafados ou escancarados e confidências mútuas,  Poetisa e Clarissa se entendem, passam a falar a mesma linguagem e a partir deste entrosamento quase perfeito de objetivos e sentimentos, a Poetisa passará a ser a "sombra amiga" de Clarissa,  refletindo nos seus versos e na sua prosa os sentimentos da amiga e mais recente patroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa se sente bem, encontrara na Poetisa não só uma colaboradora, uma professora de português e redação, mas muito e muito mais: - uma confidente, uma conselheira, uma amiga que parece entender os seus sentimentos e para quem não precisará se sentir constrangida ao relatar seus sonhos,  seus devaneios malucos, suas noites de aventura, o seu precipitar num mundo de pura fantasia. Muito pelo contrário, a Poetisa estimula Clarissa a falar,  participa,  interpreta e rapidamente começa a passar para o papel o que Clarissa esta a lhe dizer e principalmente o que deseja dizer ao seu bem amado e desconhecido, mas que todas as noites está de plantão a esperá-la no icq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste dia, Clarissa e Poetisa passarão a fundir e se confundirem, uma sendo o corpo e a outra a alma que respira e transpira em versos e em prosa os sentimentos da primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa é uma mulher calma, ponderada, que viveu uma vida de poucos sonhos, calcando sempre seus atos na realidade e nas suas necessidades. Afetiva, carinhosa, meiga, traz no rosto a suavidade das pessoas que sentem como tendo  cumprido seus deveres na vida e que olha pra frente com segurança, mas se envolveu repentinamente num edílio amoroso que a está trazendo em sobressaltos, obrigando-lhe a questionamentos internos e  mesmo a temer a estabilidade emocional do seu amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa é uma mulher extravagante, introvertida e extrovertida ao mesmo tempo, dependendo sempre dos momentos, das situações, das pessoas envolvidas e da sua predisposição interna, o seu comportamento é modificado. Foi sempre uma pessoa que não planejou, não se cuidou. Passou sua vida debruçada em livros, escrevendo textos úteis e muitos inúteis. A sua índole emotiva não foi capaz de apagar sua inteligência e nem tão pouco sua lucidez. A sua maior qualidade é saber entrar dentro das pessoas e captar-lhes a alma, sentir por elas e principalmente, saber passar para o papel estes sentimentos humanos tão complexo de amor, paixão e ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa e Poetisa irão viver, então, quase em simbiose e a Poetisa como sombra amiga passará para o papel tudo que Clarissa lhe transmitir com palavras, gestos, olhares, sorrisos, e muitas vezes em  lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia mesmo, Clarissa aloja a Poetisa em uma pequena casa que construíra para a eventual necessidade de um caseiro que ela nunca quis ter, e que se localiza a  poucos metros de casa principal entre flores e pássaros, minúscula, mas aconchegante. Para a Poetisa isto é uma benção, pois devido a problemas financeiros estava em débito com o senhorio que lhe alugava um pequeno quarto no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; FIM DO SÉTIMO CAPÍTULO  - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-5546178846398457865?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/5546178846398457865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-e-poetisa-capitulo-vii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5546178846398457865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5546178846398457865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-e-poetisa-capitulo-vii.html' title='Clarissa e a Poetisa - Capitulo VII'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-5822106142115948940</id><published>2011-03-08T10:04:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:04:15.516-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Um dia - Uma Noie - Sonho</title><content type='html'>- Um Sonho  - Vida presente - Vida passada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fora um bom dia aquele de Clarissa, muitos problemas ligados à família giraram em sua cabeça. Foi dormir com sentimentos de mágoa, de remorso, de tristeza. O peito ardia-lhe e o coração disparava. Mas, aquietou-se em seu leito, bem encolhida, pensou de si para si - "será que acordo amanhã?". O coração disparava, alguma coisa lhe comprimia o peito e a fazia sentir como se o ar lhe faltasse. Dia ruim aquele, desentendimentos, acusações, recusas, enfim, assuntos naturais em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, entre pensativa e ansiosa Clarissa adormece e sonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonha que está em uma grande casa, uma linda casa, estilo antigo, semelhante algumas que se vê em filmes de Roma ou Grécia Antiga. De fato, Clarissa não tem a mínima idéia da localização da casa, e tampouco do estilo ou época. Em princípio, no sonho, nada é dito à Clarissa, mas o próprio sonho tem um significado - Clarissa é companheira de Guerreiro, e os dois estão em processo de separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho, como deve ser em todo sonho, Clarissa é jovem e bela; Guerreiro um garboso cavalheiro, loiro, de olhos azuis. Nunca sonhamos que somos velhos; nosso espírito ou inconsciente não aceita a velhice, a decadência da carne, o final da vida. Nosso espírito permanece jovem e esperto mesmo quando nossa capacidade mental começa a falhar. (Estas são teorias professadas por espiritualistas e psicanalistas, entretanto, como poderemos saber até onde elas são reais?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando: Clarissa se vê jovem e bela e Guerreiro também um moço cheio de vida. Os dois estão, no momento do sonho, naquela casa enorme e maravilhosa, onde mesas e marquises de mármore se estendem. Parece ser um ambiente de reunião, tal como uma sala de jantar para muitas pessoas. Guerreiro está de pé, encostado em uma destas mesas; Clarissa caminha até ele e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Estou pensando em ir embora daqui." Guerreiro responde e pergunta ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Para onde quer ir? " - Clarissa responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Para algum lugar... onde eu possa encontrar a Paz e ser Feliz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Então, vá."... (como se isso lhe fosse indiferente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, e ainda no mesmo sonho, Clarissa se encontra em outro ambiente da casa, o qual tem a aparência de  uma ampla cozinha, com uma mesa grande no centro. Alguns degraus de acesso levam a esta cozinha, e uma mureta separa o ambiente superior do inferior. Logo abaixo desta mureta existe um tipo de valeta, muito usada antigamente, para a fermentação da mandioca, na produção de farinha. Mas, dentro desta valeta não têm mandiocas, e sim, corre uma água fresca e límpida. Clarissa senta-se perto da água e começa a molhar os pés descalços. Guerreiro, por seu tempo, está sentado um pouco acima, na mureta; o dorso nu exibe um peito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Guerreiro diz à Clarissa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Que lindos pés você tem!... - Nunca tinha observado!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa veste uma camisola ou vestido branco longo, o qual ela segura para não molhar. Ouvindo a declaração de Guerreiro, levanta-se ágil e faceira, segurando a saia, estende-lhe um dos pés e mostra, com um sorriso travesso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Sabe por que nunca percebeu que meus pés são lindos? - Porque tivemos muito pouco de vida em comum e o amor nasce da convivência e do conhecimento. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa não se detém aí. Aproxima-se de Guerreiro e apoiando-se em seus joelhos acaricia-lhe o braço suavemente com as mãos e continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Tivemos muito pouco tempo, fisicamente juntos, e você não pôde me conhecer o suficiente para me amar... (e Clarissa roça  os lábios  no braço de Guerreiro, numa tentativa silenciosa de se insinuar, de dizer "eu te amo"). Guerreiro continua impassível, olhando-a, como se olhasse uma vidraça, e visse através dela, lá longe, no futuro, os seus próprios sonhos. Diante do silêncio de Guerreiro, e de sua postura de indiferença, Clarissa resolve verbalizar os seus gestos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Mas eu... eu sempre e sempre lhe amei... Ao longo da eternidade, vim acompanhando seus passos como uma sombra amiga, como irmã, outras vezes como mãe, em muitas outras como amante e conhecendo-o cada vez mais, lhe amando mais e mais... Entretanto, mesmo em situações vividas de parentesco, a minha permanência foi sempre rápida e transitória e, por isso, nunca você criou relações afetivas mais profundas comigo... Talvez existam outros e outros momentos nos quais você surgirá sempre, como alguém muito amado e conhecido... para novamente fazer parte da minha vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa não se detém na sua busca... no seu carinho... e num impulso pula e senta-se também na mureta e se aproxima do homem amado. Ajoelha-se e o envolve em seus braços, acaricia-lhe os ombros nus. Guerreiro, busca a mão de Clarissa, prendendo-a fortemente entre as suas, e lhe diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você ainda será muito feliz. Terá tudo que sempre desejou e buscou: amor, filhos, poder, alegrias; mas, para tanto, você precisa começar a ENSINAR OS OUTROS A AMAR... AMAR ASSIM, COMO SÓ CLARISSA SABE AMAR!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa acorda. Lágrimas escorrem-lhe pelas faces... o coração agora não está mais disparado; parece bater lentamente no peito... e Clarissa chora, e se pergunta - Mas como? Como vou ensinar as outras pessoas a amar? A capacidade de amar é algo que nasce e se desenvolve com a própria pessoa ao longo de sua existência. Não se ensina alguém a amar... Será que eu sei realmente amar? Para saber amar, é preciso antes que tenhamos nos sentido amados, assim como para espalhar felicidade, precisamos, antes, nos sentirmos felizes. A vida à nossa volta é como um reflexo do nosso eu interior. Será que eu sei amar? Amar o suficiente para irradiar o amor com tal força que ele atinja e contamine os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa sente vontade de levantar, acordar a Poetisa e fazê-la escrever tudo! Mas, a Poetisa dorme tão tranqüila!!! -  O sonho se apresenta para Clarissa como uma visão de vidas passadas e ao mesmo tempo uma predição de futuro - que talvez aconteça apenas nas próximas vidas. Será que temos, de fato, outras vidas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa quer questionar a Poetisa que, no seu mundo de sonhos e fantasia demonstra muitas vezes uma lucidez estranha, fala de filosofias, de crenças, que leu nos livros e/ou aprendeu em grupos espiritualistas que freqüentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E... Clarissa adormece novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo dia desponta. Os pássaros cantam lá fora. As galinhas cocoricam. E a cachorrinha Lila late, pedindo para abrir a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa levanta-se meio tonta, e começa seus afazeres diários. Tratar os animais, regar as plantas... e... opa!... acordar a dorminhoca da Poetisa, que não tem barulho que a faça acordar antes das 10 horas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa acorda... espreguiça... cuida-se... toma seu café... e se põe a ouvir a tagarelice de Clarissa que naquele dia está agitada, gesticula e questiona a Poetisa - "Que faço? Que faço amiga? O que você pensa deste sonho? Foi assim, lindo! Tudo era luminoso, um lugar que se vê apenas em sonhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poetisa não sabe responder. Está preguiçosa, dolente ainda, meio que adormecida e confusa com tantos questionamentos que Clarissa colocou em suas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Clarissa, mais tarde eu lhe dou uma solução. Poderia me dar um tempo para pensar e confabular aqui com meus botões?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Lógico, lógico, você tem todo o tempo necessário para pensar... desde que este tempo termine hoje à noite. Estou ansiosa. E quero que passe para o papel tudo que lhe contei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Capitulo avulso - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-5822106142115948940?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/5822106142115948940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-um-dia-uma-noie-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5822106142115948940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/5822106142115948940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-um-dia-uma-noie-sonho.html' title='Clarissa - Um dia - Uma Noie - Sonho'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-4327541903140723760</id><published>2011-03-08T10:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:02:10.740-08:00</updated><title type='text'>Clarissa ¨&amp; Guerreiro - Capitulo VI parte 2</title><content type='html'>Guerreiro &amp; Clarissa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia não tinha sido dos melhores, logo de manhã discutira com Marisa que lhe comunicara uma viagem repentina aos Estados Unidos e portanto, os gêmeos ficariam com a avó até seu retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro não gostou. O apartamento já tão sombrio durante o dia, se iluminava à noite pelo riso das crianças e a fala argentina de Marisa, enchendo-o de alegria e orgulho daquela família tão bonita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com a viagem de Marisa, o apartamento se tornaria um lugar vazio, sem nenhum atrativo, insuportável mesmo de se viver dentro dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pratarias legítimas importadas, as porcelanas caríssimas, os sofás forrados de seda, os tapetes persas sob o piso, os banheiros em mármore... nada disso, seria suficiente para alegrar os dias de Guerreiro, pois estas coisas que pagamos tão caro, são meros objetos inanimados, os quais adquirimos para mostrar à sociedade capitalista o nosso poder de compra... o nosso poder de posse. Mas elas não resolvem as nossas necessidades de afetos, caricias, toques no corpo, palavras sussurradas, palavras de amor que todos nós desejamos ouvir, todo dia, toda hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro resolve então se refugiar na chácara,  primeiro para não assistir a partida de Marisa, segundo para não enfrentar aquelas paredes frias do apartamento, e em terceiro lugar, para respirar mais fundo e fazer um balanço de sua vida atual. Estaria realmente vivendo? Ou estaria agora apenas vivendo em função de servir aos outros e dos outros nada receber para acalentar sua personalidade vaidosa, mas que agora parece estar a cada dia mais carente de coisas simples, como beijos e abraços, convivência, palavras de afeto, convivência familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro precisava pensar, mas o apartamento o sufocava, e um mal-estar maior sentia, vendo Marisa preparando-se tão entusiasmada pela viagem inesperada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o dia, com o jardineiro, cuidando da grama, depois da piscina, e também, tentou ver o desenvolvimento das rãs. Mas nada foi capaz de desviar seus pensamentos do principal: aquele sentimento de fracasso que deixava um gosto amargo na boca e um vazio no estômago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será bom realmente, passar-se dos 60 anos? Ninguém quer morrer. Lutamos muito, seguimos dietas, prescrições médicas, fazemos exercício, lemos livros e revistas que aconselham métodos sadios de vida, com vistas a uma longevidade maior. E será que vale mesmo, ultrapassar o 5o. ou 6o. decênio de existência? Guerreiro se pergunta. Marisa é uma boa esposa, não pode se queixar, mas, de fato não o ama, vê nele mais um bom amigo, um companheiro e um apoio, mas não um homem que ela deseje, pelo qual tenha paixão. Aquela paixão que Guerreiro rejeitou muitas vezes em outras mulheres que passaram em sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega a noite. Está frio na chácara. Guerreiro pede ao caseiro que acenda a lareira. É a primeira vez que faz este pedido. O frio está lá fora, mas está dentro dele também. Procura ler um pouco, assistir televisão.. mas tudo parece insípido, sem graça... então ele resolve ligar o computador, conferir seus saldos bancários, transferir para Marisa um pouco mais de dinheiro, para que ela possa assim, transformar em dólares antes de viajar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade, resolve adentrar por uma sala de chat, e ver o que acontece por lá. Nunca estivera numa sala de chat. A internet pra ele teve até aquela data um único objetivo: facilitar suas transações financeiras. O resto, era sempre o resto, sites de poesia (imagina, nunca); música (ridículas na internet); salas de chat, isto é coisa para jovens inconseqüentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesta noite, Guerreiro, por um acaso, encontra Clarissa. Está num momento de carência extrema, e sem perceber, se transforma em menino e se deixa embalar nos sonhos de Clarissa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO  CAPÍTULO SEXTO  parte 2 - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-4327541903140723760?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/4327541903140723760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-capitulo-vi-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/4327541903140723760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/4327541903140723760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-capitulo-vi-parte-2.html' title='Clarissa ¨&amp; Guerreiro - Capitulo VI parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-7409806515505588468</id><published>2011-03-08T09:59:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:59:11.983-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Guerreiro - Capítulo VI</title><content type='html'>Guerreiro quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Clarissa em seu recanto passa as horas confabulando consigo mesma a respeito de tudo que vem lhe acontecendo, como este  renascer de sentimentos e desejos próprio da juventude, Guerreiro do outro lado em seu mundo particular, também, passa o dia pensando e buscando respostas aos seus próprios questionamentos sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro tem 62 anos, divorciado e casado pela segunda vez, com um jovem de 25 anos. Hoje, está aposentado. Trabalhou a maior parte de sua vida profissional ativa, numa multinacional, onde começou como Auxiliar de Escritório e chegou ao mais alto cargo Executivo da empresa como Diretor Financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, reside num amplo e antigo apartamento, cobertura, localizado na Rua Frei Caneca em São Paulo, a duas quadras da Av. Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua esposa, Marisa, jovem e atraente, é secretária bilíngüe, no consulado americano. Jovem, atraente, voluntariosa, decidida, dominadora, caprichosa, vaidosa, conquistou há 5 anos atrás o coração de Guerreiro, exatamente, por ser este homem vulnerável à beleza física, que pesa em suas preferências por mulheres, mais que quaisquer outras qualidades que estas possam ter. Para Guerreiro, tudo precisa ter beleza e valor comercial. O seu carro tem que ser o mais bonito, o mais interessante, o mais desejado; a sua casa tem que ser finamente decorada, sofás forrados em seda, pratarias e porcelanas legítimas para servir jantares aos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a mulher, precisa ser bonita, de fina educação, ter presença social e provocar inveja em seus amigos. E assim, diante desta personalidade de Guerreiro, foi apenas uma questão de poucos olhares, para que Marisa conquistasse sua preferência, provocando uma paixão incontrolável e alguns meses após, já estavam vivendo juntos. E mais algum tempo, casados oficialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta união nasceram os gêmeos Antonio e Maria, completando e solidificando a união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 3 anos da feliz união, Guerreiro se aposenta por tempo de serviço e problemas de saúde. Se não fossem os problemas de saúde, talvez, tivesse continuado por mais tempo na ativa, pois nada melhor para manter o espírito jovem que o trabalho que a gente gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa havia se afastado do emprego para se dedicar aos gêmeos, entretanto, com a aposentadoria de Guerreiro, ela resolve retornar ao seu cargo no consulado, pois as atividades domésticas a irrita, e conviver 24 horas com Guerreiro passou a provocar os atritos normais do excesso de intimidade e convivência. Mas não foi apenas por tais motivos que Marisa retornou ao trabalho; esta opção já tinha sido convencionada acontecer  tão que logo as crianças não precisassem tanto de seus cuidados maternais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim feito, os gêmeos foram entregues à avó materna, passando o dia todo com ela e retornando para casa somente ao anoitecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa passa o dia no trabalho e suas noites, agora, são tomadas por reuniões com amigos, colegas de trabalho. Ela se sente bem com eles, têm sua idade, falam dos mesmos assuntos que lhe interessa e assim sobra muito pouco tempo para o lar, filhos e principalmente Guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Guerreiro, então, restou apenas uma visão, do alto de seu apartamento, da poluição que cobre a cidade de São Paulo e os sons roucos dos carros, ônibus e motos que circulam noite e dia pela Av. Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida se tornou vazia. As crianças vindo pra casa somente à noite e sendo levadas pela avó logo de manhã. Marisa cada vez mais envolvida com seu crescimento profissional  e necessidade de convívio com gente da sua idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro com sua personalidade batalhadora, como o próprio nome diz, não se deixou dominar pela solidão e ociosidade, e decidiu então investir os recursos financeiros de que dispunha numa chácara na Granja Viana, onde implantou um criadouro de rãs e um pesqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chácara teria várias utilidades. Seria além de um local onde desenvolveria atividades que pareciam ser lucrativas, como criação de rãs e aluguel do lago para os apaixonados por pescaria. Escolheu bem o local, amplo, sem muito declive, entretanto, recebendo água limpa e fresca de uma fonte, que desce de uma pequena serra que faz divisa com a propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra utilidade seria, receber os amigos, parentes, filhos, netos, num ambiente, construído sob medida para atender suas próprias aspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, Guerreiro mandou construir uma ampla casa, porém, simples e confortável, em piso frio no andar inferior,  facilitando a limpeza e assoalho de madeira de lei no andar superior, para tornar o ambiente mais aconchegante no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amplo terreno, além dos tanques de criação de rãs, o lago para o pesqueiro, construiu também uma ampla piscina, espalhando em volta grama verde, flores e lógico algumas espreguiçadeiras para se deitar ao sol. A alguns metros da piscina, pode-se ver um playground, destinado ao divertimento e exercício de seus filhos pequenos e quem sabe os netos que viessem visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste empreendimento, Guerreiro investiu toda a indenização que recebeu da empresa por seus 30 anos de trabalho e mais algumas economias que tinha em ações. Acreditava que seria vantajoso e lucrativo. Entretanto, o mercado de rãs entrou em crise e ele se viu muitas vezes obrigado a vender sua produção por um preço que não pagavam os custos. O pesqueiro, por ser pequeno, era mais um lazer, que uma atividade lucrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa envolvida com seu trabalho, vida social e outras atividades próprias de mulher cheia de juventude e vaidade, veio nos últimos 2 anos, apenas duas vezes à chácara, para receber amigos e familiares durante as festividades natalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos gêmeos muito agarrados com a avó e ainda pequenos, poucas vezes vieram usufruir do playground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos do primeiro casamento, altos executivos, muito ocupados com suas próprias vidas e por outro lado, magoados por este 2o. casamento do pai, nunca vieram e tampouco mandaram os netos para visitar o avô Guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, valeu o investimento. Naquele recanto, ele Guerreiro, se esconde durante a semana, para refletir, espairecer, descansar e até sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflete sobre o passado de uma vida de sucessivas vitórias profissionais, da convivência com amigos, colegas e clientes; lembra dos filhos pequenos, das viagens de férias, de todo o reboliço dos preparativos, e da alegria das crianças quando se viam na estrada a caminho de praias, hotéis-fazenda ou outros locais próprios para divertimentos infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas reflexões, lembra ainda, dos seus pequenos ou grandes pecados de homem, os quais um dia levou a término um casamento que parecia sólido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro sempre gostou de mulheres exuberantes, atrevidas, voluntariosas e a sua primeira esposa não poderia deixar de ter este perfil. Entretanto, a vida de casada, afazeres domésticos, filhos para educar e um marido que pouco se fazia presente, quer com assistência afetiva, quer com sexo, foram amainando o gênio atrevido e aquela mulher se tornou apenas, uma mulher, mãe e esposa resignada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta apatia da primeira esposa levou a um desinteresse de Guerreiro, que passou a buscar novas emoções junto a mulheres mais jovens, em aventuras passageiras e sem conseqüências até cair um dia na\uma armadilha de nome "Marisa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiro viveu intensamente. Executivo de sucesso, homem conquistador, uma boa reserva financeira para a velhice. Tudo certo, pensava ele: "estou tranqüilo para o meu final de vida". Mas, agora, na maioridade, dos seus 62 anos, a vida virou uma rotina de dias que acabam em noites sempre iguais.  O filme de sua vida, que ele vê em sua mente,  parece que ficou parado num presente de poucas emoções e para ele, Guerreiro, que sempre gostou de emoções fortes, planejadas ou não planejadas, a realidade deste presente parado, torna-se quase insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; FIM DA PRIMEIRA PARTE DO CAPÍTULO SEXTO  - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-7409806515505588468?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/7409806515505588468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-capitulo-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/7409806515505588468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/7409806515505588468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-capitulo-vi.html' title='Clarissa - Guerreiro - Capítulo VI'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-141331949918999851</id><published>2011-03-08T09:56:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:56:44.131-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Anjos e Demônios - Capitulo V</title><content type='html'>Simbologia: "A partir deste capítulo sempre que aparecer (...) ou (...!!!)... são indicativos de que os pensamentos das personagens, vão além do que está escrito.. e também indicarão que o texto foi retirado de poesias de ReginaCélia."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia transcorre como sempre; um sol tépido de inverno lá fora, e na casa um vazio, um quase nada a fazer. O silêncio interno ensurdece. As perdas daquela manhã são irrecuperáveis: – nada a fazer, a não ser esperar que a natureza e os próximos cuidados façam a grama reanimar-se e as flores mortas caiam para dar lugar ao nascer de brotos sadios que desabrocharão lindos de novo – é como na vida; a cada ilusão que morre uma nova nasce, mais forte e mais bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa passa o dia recolhida em si mesma, pensativa. Dentro dela há uma mistura confusa de sentimentos de alegria, remorso, auto-descoberta, auto-desconfiança e seus pensamentos voam, voam mundo a fora, voltam ao passado, vêm ao presente, se alongam no futuro. Estremece... (...!!!) Estremece de medo de si mesma, medo daquela mulher escondida que tinha dentro de si e que não conhecia e que na noite anterior aflorara com toda a sua força, seus enigmas, e até mesmo com um certo despudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobria assim, de repente, que ainda era uma mulher inteira para o amor; que sua emoção reagia aos estímulos das fantasias de sua mente e que seu corpo ainda era capaz de entrar em descompasso ao som de uma voz masculina. Aquilo tinha sido uma experiência nova, estranha, inebriante, e a qual não quer e não deve dar importância pois talvez ou quase certo, não se repetiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Clarissa não consegue parar de pensar. Examina-se no espelho. Seus olhos amortecidos pela idade têm um brilho novo, excitante. Sua pele parece que da noite anterior para o nascer do dia, conquistara uma cor diferente, viçosa, gostosa ao toque de suas mãos. Caminhando pela casa, meio sem rumo, sente que seu corpo balança, leve, com aquele gingado bem feminino, juvenil quase, provocante, e o qual há muito não mais percebia em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Oh! Não queria... não quero continuar pensando..." Mas... mas... sente-se jovem de novo e mesmo a solidão que a atormentara tanto durante meses, parece agora uma perfeita cúmplice para os seus devaneios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Ah! Bendita solidão!" Bendito silêncio em volta de si, que a deixa então devanear, perdida em seus próprios pensamentos. (... ... ... !!! !!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "E o Guerreiro?... Como se sentiria ele?" – Clarissa não sabe, não tem a menor possibilidade de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Mas será que ele, também, guardara aqueles momentos de êxtase e de sonhos, passados juntos num dos compartimentos de suas lembranças?... Será? Ou será que ao desligar o computador, a imagem de deusa que ele criara dela, Clarissa, também fora apagada junto com os últimos lampejos da tela?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de parar de pensar. Não pode se prender a algo tão efêmero. Fora um acidente de percurso durante as suas viagens na internet. Guerreiro, aquela hora do dia, ocupado com sua vida real, família, negócios e etc, não se lembraria mais da noite anterior. Tinha sido assim com as amigas de chat. Elas lhe confidenciaram em diversas ocasiões de seus papos secretos, as suas ilusões e decepções dos encontros virtuais. E Clarissa procurara então se resguardar o máximo possível dos ataques masculinos durante alguma conversa no secreto. Mas (...!), mas (...!) finalmente, caíra ela também, nas malhas do romance virtual, que na maior parte das vezes não dura mais que uma noite ou algumas semanas e aqueles relacionamentos, que se prolongam além destes prazos, terminam no primeiro encontro, quando olhos nos olhos, corpo no corpo, se descobre que... tudo... tudo... não foi mais que fantasias... loucuras... alucinações. O outro de fato não existe tal como o criamos em nossa mente. Existe sim, na sua conformação real; o que significa muitas vezes ser um indivíduo completamente diferente e que nada tem a ver em semelhança física ou emocional com aquela que tanto amamos em nossas aventuras e noites na net. Pois, de fato, a figura amada na net é uma criação exclusiva de nossas fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa é uma mulher simples, vivera para o lar, tivera praticamente um único homem a devastar-lhe os segredos de seu corpo; os que vieram depois de sua viuvez foram casos tão efêmeros e sem nenhum significado afetivo; portanto, ela prefere sempre lembrar apenas daquele homem com o qual de fato dividiu a sua juventude, a sua beleza, a saúde, a doença, os sonhos e a construção de uma vida. Fora em essência, mãe, esposa, dona de casa, sempre vivendo num clima de economia, pois não sendo pobres e nem ricos - remediados talvez, o marido nunca dividira com ela os assuntos relativos a dinheiro e negócios, trabalho, etc. Vivera da aceitação do que lhe era dado e sempre tentando cumprir com seus deveres diante do exigido pelos costumes do que deve ser uma boa esposa. Em conseqüência, muito pouco de vida social, poucos amigos, poucos passeios e pouca... (... ...) ... mas muito pouca vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conformidade de vida, entretanto, não impediu Clarissa de ler jornais, revistas e livros, assistir televisão, ouvir rádio e se manter dentro da realidade da vida e do mundo que continuava girando e se transformando além das fronteiras de sua casa. Sempre ouviu os relatos e confidências das poucas amigas e participou das fofocas da vizinhança, de comentários da redondeza... e assim, embora simples e caseira, Clarissa tinha uma visão bem estruturada da realidade do mundo; e desde há dois meses em que iniciara suas viagens pela internet, colocara-se muito na posição de espectadora, de receptadora; e, na análise fria das situações, logicamente criara para si mesma uma espécie de armadura para se defender, tal como na vida real, das fofocas que rolam em chats e dos possíveis ataques virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o incidente da noite passada confundira todos os sentimentos de Clarissa, mexendo com sua vaidade, com seu corpo e sua alma. Busca afastar os pensamentos e se fixar em algum trabalho manual, pensar nos animais lá fora enfrentando o frio, nas suas plantas que estão morrendo com a geada... (...) Mas seus pensamentos teimosamente voltam... e voltam aos acontecimentos da noite anterior e seu corpo parece pedir... (...) exigir... (...) que tudo aconteça outra vez. Há uma excitação gostosa e ao mesmo tempo dolorosa que lhe toma conta do corpo e faz com que seus pensamentos voem... voem... e voem fora de seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe que aqueles sentimentos tumultuados dentro dela, aquelas ânsias e desejos... aquele frêmito em seu corpo, que de quando em quando e na hora em que menos espera, a faz estremecer; e sente então como se deliciando outra vez pela simples lembrança dos fatos (... !!! ...) ... Ela sabe que estas reações nada têm a ver com Amor... – são apenas o "despertar de seus anjos e demônios internos adormecidos desde há 10 anos quando perdera o marido." Mas sente-se surpresa, atônita mesmo, acreditava-se já morta por dentro para tais fantasias e que seu corpo já se tornara há muito inútil e não reativo a tais estímulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a noite chega. O frio continua e o céu agora acinzentado anuncia uma chuva fininha que cairá pela madrugada adentro sem pena ou compaixão dos animais desabrigados, das plantas e de tudo. É inverno lá fora. Aqui dentro, perto da lareira, Clarissa sente-se aquecida, mas continua pensativa. Olha o computador sobre a mesa e fica indecisa. Sente medo de outra vez deixar-se envolver como na noite anterior (... !!! ...) – e ao mesmo tempo, o medo maior é de fato, de que ele... (... ...) ele não apareça, não venha como prometeu. E se ele não vier (???...)... ... se não... (???) O coração bate sobressaltado... Ah! ah, loucuras de uma mulher!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liga o computador como que fingindo para si mesma uma displicência que de fato não sente... (... ... /...) quer ficar assim simulando uma indiferença (... ///...) ou um comportamento normal, apenas curiosidade como sempre, mas de fato seu coração bate mais rápido... (!!!!!) sua respiração fica presa na garganta... – é a ansiedade. A mesma ansiedade de seus 15 anos, esperando o namorado na porteira com os olhos fixos na curva do caminho... aquela curva por onde o seu primeiro amor desaparecera num dia triste de chuva e nunca mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Ah... que surpresa... que delícia... cá está o e-mail"... Abre entre eufórica e temerosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de: Guerreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para: Clarissa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ansiosamente o anoitecer para lhe reencontrar. Você foi maravilhosa. Quero e preciso estar com você.....///...... quero viajar pela nossa fantasia até ao topo da montanha, e de lá, ver e sentir a vida diferente da nossa realidade. Você me fez feliz. ........ ////....... Espero... às... por você uin... ........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ass: "Navegador de Altos Mares"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim começa o sonho a tomar vulto. Clarissa fica relutante (...) mas lá dentro de si uma força maior (...) o desejo de ser amada... (... ...) ... o desejo de ser conquistada e de se entregar, faz com que vagarosamente vá colocando no icq, um a um os números do uin daquele que nem sabe ainda quem é, mas que domara seu corpo com sua força de Guerreiro e se infiltrara em seus pensamentos e na sua alma com suas habilidades de conquistador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oi... você está aí? Sou eu Clarissa, autoriza por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oi... que alegria! Pensava que não viria. Estou esperando já faz algum tempo. Como vai você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO QUINTO CAPÍTULO  - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-141331949918999851?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/141331949918999851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-anjos-e-demonios-capitulo-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/141331949918999851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/141331949918999851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-anjos-e-demonios-capitulo-v.html' title='Clarissa - Anjos e Demônios - Capitulo V'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-1527406819541404829</id><published>2011-03-08T09:42:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T09:42:37.002-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Guerreiro - Navegador - capítulo IV - parte 2</title><content type='html'>Um Guerreiro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;navegador de altos mares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbologia: "A partir deste capítulo sempre que aparecer (...) ou (...!!!)... são indicativos de que os pensamentos das personagens, vão além do que está escrito.. e também indicarão que o texto foi retirado de poesias de ReginaCélia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta noite reserva uma cilada para Clarissa... de repente ela vê adentrar a sala alguém com o apelido de "navegador", e este, parece que será mais um daqueles que entrará, observará e... sairá sem falar com ninguém. Entra e se mantém em silêncio. Clarissa observa e resolve tomar a iniciativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O navegador quer teclar? Ao que ele responde: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oh! sim. Quero sim, de onde você tecla? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De muito longe amigo (...) do outro lado do mundo (...) onde os dias nascem repletos de luz e morrem no silêncio das tardes que caem! E você, de onde tecla? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu?? Também de longe (...) vivo no mundo dos sonhos (...) da fantasia (...) de seu paraíso até onde estou existem quilômetros e quilômetros de distância a percorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como sabe? Se não lhe dei informações geográficas?! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei. Porque você ainda vive onde o sol nasce e se põe todos os dias, a noite escurece mas termina em um novo dia de sol, os pássaros cantam e flores se espalham pelo chão (...) Não foi o que você disse? Porém eu vivo onde só existe a noite, pois o meu dia embora e por certo, cheio de luz e calor como o seu, eu não o quero viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nossa!!! – Então você está mesmo, amigo, muito distante (...) num mundo imaginário, criado talvez, só por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É.. acho que é assim. Mas como é seu nome? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu nome é Clarissa e o seu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O meu é Guerreiro, navegador de altos mares, assim me batizei, porque vivo mar adentro buscando a minha felicidade, que perdi não sei aonde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bom.. em que mar navega, Guerreiro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu? No mar dos meus sonhos (...) da minha esperança de um dia ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah! sim! (...) e para ser feliz, o que lhe falta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Falta uma Deusa, uma deusa do amor, que encha meus dias de luz e minhas noites de esplendor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você vive só, Guerreiro? Da maneira que me fala, dá-me a impressão de que é um solitário, sozinho no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim. Sou um solitário, vivendo na multidão... tenho conhecidos, amigos, companheira, família (...) mas me sinto sem ninguém, porque somente um grande amor pode preencher o vazio de um homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você, Clarissa? Fale-me de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou alguém que suporta a própria solidão, de estar só de verdade (...) afastada do mundo real (...) fazendo a minha própria realidade num jardim onde plantei as flores de minhas esperanças e um pomar onde espero colher os frutos dos meus sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oh! Clarissa, não quer ser a minha deusa do amor, por uma noite apenas? A minha Rainha, a minha Cinderela ou apenas uma MULHER? Serei seu Rei... seu deus ou apenas seu HOMEM e por uma noite lhe farei feliz. Não quer? (???) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você está falando de amor virtual, Guerreiro? É isto? É disto que está me falando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim. Estou falando de uma noite de sonho e fantasia, um mergulhar no oceano de nossa volúpia interior, de navegar por mares nunca conhecidos e saciar a sede de realidades não vividas. Você não quer? (???.....) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei se deveria. Seria sonhar viver o que não se viveu.. Viver o que não existe. Sentir o que não se sente. (........!!!!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oh! Clarissa, (...!!!) não seja relutante!!! Nossas almas vencerão as distâncias e se unirão no êxtase de um amor puro sem a contaminação física da realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Será Guerreiro? Não sei. (....!!!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Diga-me, como você é Clarissa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu? - Como eu sou? - Disse-o você. – Você não acaba de dizer quem sou e como sou? – Sou, hoje, uma rainha... vestida de púrpura e rendas, envolta em laços, sapatos dourados da Cinderela e minhas roupas esvoaçam como as de uma deusa.... perdida já, no mundo de fantasias para os quais você me convida. Sou leve como os seus sonhos e pura como a sua fantasia, meu corpo não tem formas, sua mente me dará os contornos de suas ânsias e das suas esperanças. E você, Guerreiro, navegador de altos mares, como é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você também o disse. – Eu sou o seu Guerreiro, o seu Rei, o seu Fidalgo (...) que de espada em punho, vencerei os espaços e todas as intempéries para ir ao seu encontro e acordá-la deste seu sono de Princesa, de Cinderela Adormecida e a transformar em rainha. Visto-me com armaduras de um cavaleiro, monto o fogoso cavalo dos Desejos, uso as esporas que me foram dadas pela minha fada-madrinha chamada "Sedução" e que tem por garras a alucinação da conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então venha Guerreiro, que eu o espero para lhe amar nos lençóis de seda que já estou tecendo com minhas mãos de deusa para suas fantasias, enquanto no tempo e no espaço, você vence as distâncias neste tão garboso cavalo batizado de "Desejos", orientado pela madrinha "Sedução" e alimentado pela alucinação da conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oh sim, minha deusa, Cinderela, Rainha, me dê forças para que possa vencer tanta distância, alimentando o meu cavalo Desejos com a visão de sua figura de mulher. Fale-me de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho os cabelos da cor dos seus sonhos, repletos de matizes cintilantes e eu os estendo pelo seu caminho como estrelas que lhe iluminarão para que assim possa vir com rapidez até onde estou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim.... continue..!!!.. fale-me mais de você.(...!!!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O meu corpo é leve como das sereias que dançam no fundo dos mares por onde navega a sua fantasia... e também etéreo como de anjos que vagueiam no céu onde seu olhar se perde em êxtase, embriagado pelo vinho que lhe serviu sua madrinha "Sedução" e alimentado pela sede de conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah.. oh.. deusa do amor.. fale-me mais... mais... alimente mais o meu cavalo Desejos... para que se transforme num raio lampejante e possa cortar os céus (...) voar pelos caminhos da minha noite escura e transformar em realidade os nossos sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A minha boca pequena tem os lábios em forma de pétalas de rosas, onde a sua fome de amor sorverá em gostas o mel que produzirei na minha loucura e ânsia de entrega, já entontecida que estou pelos ataques de sua madrinha "Sedução" que alonga sua vara no ar e emite sons alucinantes da conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah.. minha deusa... (...!!!!) fale-me mais... mais... quero que excite o meu cavalo Desejos para que corra mais e mais pela imensidão do céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Os meus seios são dois montes que barram a névoa que cobre os campos nas manhãs de inverno.. e ao mesmo tempo eles têm o tépido calor dos dias de verão retidos pela mata oculta e que sopra das encostas para os dois montes, os quais, ao mais suave toque, vertem águas cristalinas que alimentam a sede de amor dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fale-me de suas mãos... por favor, fale! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Minhas mãos são suaves e macias como a pura seda, ternas e ágeis como as de uma rainha, e com o toque delas no seu corpo, aliviarei o seu cansaço de tão longa viagem. Meus dedos longos e acariciantes arrancarão sons maravilhosos de seu corpo que gemerá e estremecerá... e será, então, como se uma orquestra inteira tocasse uma música que só os nossos ouvidos ouvirão, conduzindo-nos assim até ao paraíso de nossos sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim... sim... em minutos minha deusa, estarei chegando, para sorver o mel de seus lábios, sentir o calor do seu corpo, matar a minha sede nas águas cristalinas de seus montes e ouvir a música do nosso êxtase (!!!...) Em minutos, minha deusa, estarei com você para ser feliz. Espere... não se vá!!! Minha espada se ergue (...!!!), meu corpo balança ao galope do meu cavalo Desejos e minha alma suspira em ânsias não contidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Venha Guerreiro, eu lhe espero, já forrei a sua cama com pétalas das flores colhidas no jardim das minhas esperanças. Já preparei o seu banho com o bálsamo perfumado extraído do sumo de todas as minhas crenças. E das matas que se escondem por detrás dos montes, a pequena fonte já começa a verter uma água cristalina, onde matará a sua sede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim.. oh! deusa dos meus sonhos, chegarei em instantes para dormir no seu regaço. Ergo de novo a minha espada de Guerreiro e lanço aos céus o meu grito de batalha, açoitarei meu cavalo Desejos com as esporas da madrinha Sedução impulsionando-o a um galope de maior força e mais velocidade... não quero lhe fazer esperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah.. Guerreiro, navegador de altos mares, venha... já sinto em meu peito o tropel do seu cavalo Desejos... é como um chicote que me estremece... é como um veneno que me entorpece... é como forte luz que me cega.... vem que meu ser lhe reclama... vem que minha alma lhe chama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela noite, Clarissa e o Guerreiro realizaram as suas fantasias, subiram pelas encostas dos montes que conduzem ao paraíso e lá de cima viram o mundo com olhos incrédulos de dois apaixonados, ou apenas, dois alienados do mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa sente-se tonta. Como pudera ela entregar-se assim a um devaneio tão louco? Tão estúpido? Parecia criança. Tonta... entontecida... sentira de repente, no corpo e na alma, o mesmo fogo... o mesmo desejo dos seus 20 anos e fora capaz de correr e de brincar com a mesma ingenuidade e a mesma segurança. Sentira-se jovem de novo. Sentira-se outra vez, MULHER. Sentira-se desejada... amada... e amara com todas as forças que seu ser, durante tanto tempo, se negara a entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa dormir. A noite vai alta... é quase hora de se levantar e cuidar das suas flores, dos seus animais, mas se sente morna, lânguida e um sono suave a faz dormitar, enquanto os raios do sol vêm beijar-lhe as faces pela vidraça onde a cortina ficara entreaberta; é como se fadas que povoam a noite estivessem ali a espreitar a sua fantasia, os anjos quem sabe a tivessem vindo segurar, no momento exato, para que não se perdesse numa loucura total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa acorda assustada. O sol já vai alto no céu. Oh! Deus!... Oh Deus! E suas plantas! (...) não acordara a tempo de molhá-las, de retirar-lhes a geada; e o sol com certeza, vingativo e zombador já devia ter queimado todas as rosas de seu jardim, destruído todo o verdor de seus canteiros. Ah!... mas como pudera fazer isto? Como? Seria uma irresponsável? Dormir até tão tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os animais?... E os animais?... Onde estariam?... Bom.. estão todos ali, enfileirados no portãozinho que dá para a cozinha esperando a sua ração do dia. E a cadelinha? Ah.. cá está ela.. dormitando ao pé da cama.. como se nada demais tivesse acontecido. Ao ver Clarissa se levantando, salta de alegria, beija-lhe as mãos numa carícia terna, como se dissesse: "Não se atormente.. isto acontece.. foi só uma vez... vamos.. não se atormente.. estou aqui, eu lhe compreendo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa corresponde ao afago da cadelinha "Lila" e levanta-se, meio desajeitada, como se tivesse bebido a noite anterior; corre à cozinha e põe o café para fazer. Tomado o café, sai meio constrangida ao encontro das suas flores pensando em lhes pedir perdão por não as ter lavado e tirado a geada antes do nascer do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega ao jardim e não sabe como se perdoar. As suas rosas, que no dia anterior estavam lindas e viçosas apesar do inverno rigoroso, agora pendem tristonhas de seus caules, machucadas pelos raios do sol. A grama pálida reclama. Ah! que maldade.. que maldade. Ela, Clarissa, fora culpada por tanto estrago.. dormira demais. Por que dormira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormira porque precisava continuar sonhando.. pensar que tudo que sentira na noite anterior fora realidade. Dormira para continuar a ser rainha, para dar continuidade da sua posse ao Guerreiro, na vã ilusão de que o sonho não acabaria ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO QUARTO CAPÍTULO - PARTE 2  Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-1527406819541404829?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/1527406819541404829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-navegador-capitulo_7492.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/1527406819541404829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/1527406819541404829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-navegador-capitulo_7492.html' title='Clarissa - Guerreiro - Navegador - capítulo IV - parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-6965538303716413124</id><published>2011-03-08T09:40:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T09:40:52.078-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Guerreiro - Navegador - capítulo IV</title><content type='html'>Guerreiro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o navegador dos mares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbologia: "A partir deste capítulo sempre que aparecer (...) ou (...!!!)... são indicativos de que os pensamentos das personagens vão além do que está escrito... e também indicarão que o texto foi retirado de poesias de ReginaCélia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanhece com o tempo fechado. Lá fora, o sol nascera morno por detrás de uma nuvem de neblina. Os campos mais parecem um lençol extenso, muito alvo, coberto de uma geada fina. Clarissa levanta-se mais cedo para regar as suas flores, antes que o sol venha e queime as pétalas das rosas, resseque a grama, e se assim não o fizer todas as manhãs, o seu trabalho ficará perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, detém-se a maior parte da manhã no jardim, regando as plantas e falando consigo mesma, lembrando o passado, a juventude, e suspirando de saudades dos filhos, dos netos, com saudades da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa gosta da sua chacarazinha, do seu jardim, do seu pomar, dos seus animais, mas... mas... e a vida que ficou lá fora.. lá longe, onde estão os filhos, onde estão todos? Por que afinal viera se esconder, nesta chácara? Por quê? Nem ela mesma sabe. Talvez porque não quisesse ser um estorvo na casa dos filhos... ou talvez para não se sentir assim diretamente rejeitada, nem inútil. Pelo menos aqui, tem algo seu para cuidar. Mas estava só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas transcorrem calmas. Um friozinho danado que obriga Clarissa a se recolher dentro de casa... tentar fazer um tricô, assistir televisão e até tirar uma soneca. É impossível ficar lá fora. Um vento gelado queima-lhe as faces e lhe tornam arroxeadas as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 17 horas, toma um banho quente e através da vidraça vê a tarde chegar de mansinho, o sol se pondo e deixando um tom avermelhado no horizonte. – "Ah!!! vamos ter geada!" Pensa Clarissa.. assim lhe dizia sua mãe, quando ela era mocinha: "Corra menina, apanhe gravetos, vamos precisar manter aceso o fogo do fogão, pois a noite vai ser fria, vai cair gelo.. veja o céu... avermelhado!"... Uma faixa avermelhada bem no poente, com matizes de azul escuro... cinza.. verde, amarelo.. sinal de geada.. geada daquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sendo assim, e com estas lembranças, Clarissa vai até aos fundos da casa buscar algumas lascas de madeira e um saco de carvão para colocar na lareira, prevenindo-se assim do frio que à noite vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já noite e como de costume, adentra a sala "encontrodeamigos+amigos" para o papo costumeiro, mas o pessoal não comparece. – "Uai.. uai.. será o frio?... este povo é mole mesmo." Pensa assim Clarissa. – "Bom.. já que ninguém quer conversar vou dar um giro por esta internet... conhecer outras salas... outro pessoal." E assim Clarissa vai vendo páginas, lendo poesias, ouvindo música, deixando o tempo passar. É cedo para dormir e o calorzinho da lareira está bom e a cama deve estar gelada. Encontra outra sala de bate papo a "vemquetem"; – "bom... vamos ver o que é que tem... ou não tem!...", pensa Clarissa e adentra. Esta sala, ao contrário da outra está cheia, mas em sua maioria, também são mulheres. Clarissa tenta iniciar uma conversa clicando em algumas pessoas, mas todas se fazem de surdas, ou melhor dizendo, de cegas, sem lhe dar a menor atenção. Fica ali então assistindo, e percebe que existe uma diferença muito grande entre a sala "encontrodeamigos+amigos" com esta "vemquetem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala "encontrodeamigos+amigos" as pessoas primam pela educação e respeito à sensibilidade uns dos outros, e nesta "vemquetem" as pessoas parecem que desconhecem os princípios de respeito humano e de recato. Clarissa então fica na observação. – "Vamos ver o quê é que tem e para quem tem (risos)!" Isto posto, já que ninguém se digna a atender os seus chamados: – "Alguém quer teclar?"... – "Alguém quer teclar?"... lógico... todos teclavam... todos não, alguns entravam e saiam sem dar a mínima satisfação, ou pelo menos, tentar conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta noite reserva uma cilada para Clarissa; de repente ela vê adentrar a sala alguém com o apelido de "navegador", e este parece que será mais um daqueles que entrará, observará e... sairá sem falar com ninguém. Entra e se mantém em silêncio. Clarissa observa e resolve tomar a iniciativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O navegador quer teclar? Ao que ele responde: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Oh! sim. Quero sim, de onde você tecla? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De muito longe amigo (...) do outro lado do mundo (...) onde os dias nascem repletos de luz e morrem no silêncio das tardes que caem! E você, de onde tecla? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu?? Também de longe (...) vivo no mundo dos sonhos (...) da fantasia (...) de seu paraíso até onde estou existem quilômetros e quilômetros de distância a percorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO TERCEIRO CAPÍTULO - PARTE 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-6965538303716413124?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/6965538303716413124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-navegador-capitulo_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/6965538303716413124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/6965538303716413124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-guerreiro-navegador-capitulo_08.html' title='Clarissa - Guerreiro - Navegador - capítulo IV'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-8296473713083441054</id><published>2011-03-08T09:32:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:32:29.852-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - No Mundo dos Sonhos - Capitulo III parte 2</title><content type='html'>Mas de fato, o que a maioria destas pessoas sonha é com um recomeço feliz em seu final de estrada. O encontro de um novo amor, de um novo companheiro(a) para preencher o seu vazio, a sua solidão. Algumas porque ficaram sós por viuvez, outras porque foram abandonadas pelos maridos, ou esposas pelos amantes, pelos companheiros e assim, estas pessoas solitárias em suas noites de insônia, noites frias sem o aconchego de um outro corpo, sem os sons de uma voz que lhes sussurre palavras de amor, sem uma boca que lhes beije, sem mãos que lhes viagem pelo corpo, essas pessoas se plugam na internet para esquecer que estão sós e abafar o silêncio ao derredor do ambiente interno e externo de suas casas e aplacar as ânsias e os desejos que ainda gritam dentro delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Amor... o Desejo de Fusão – física e espiritual – não tem idade. Nossos corações estão sempre prontos para amar. Esta é a verdade do homem... pois o homem não é só matéria, é também espírito e este se conserva sempre jovem, independentemente do estado da matéria; se envelhece, se está enferma, mas apesar disto o espírito não se alimenta somente de coisas etéreas, se nutre também do gozo do corpo, do afago, da carícia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando os motivos das pessoas que ficam plugadas na internet ou vidradas em uma televisão: são em essência a falta de uma motivação maior na vida. Não devemos falar apenas nos referindo às pessoas com mais de 50 anos; os jovens também, se estiverem por algum motivo desmotivados, se sentindo rejeitados ou sem um plano de carreira, longe da família e dos amigos, se absorvem na internet, na televisão; e melhor este vício, quase inocente, que buscar outros caminhos como os das drogas, do álcool e das perversões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém que tenha uma vida feliz, um amor de verdade, uma família, uma vida cheia de relacionamentos sadios e satisfatórios, um trabalho gratificante ou um objetivo maior que preencha suas expectativas de ser humano e que lhe aponte uma realização, seja amorosa ou apenas fraternal, e mesmo ainda que seja só profissional, irá se plugar numa telinha. Ninguém que tenha uma companhia agradável, seja um simples amigo ou amiga, um(a) namorado(a), um(a) companheiro(a) ou um(a) amante, irá optar entre gozar esta verdade da vida a se plugar na ilusão virtual. O que leva milhões de pessoas a essa tela e a se viciar em suas amarras é a necessidade cruciante de se relacionar, de se sentir amado, amar, e/ou pelo menos, participar de um grupo, sentir outras pessoas ou mesmo manter-se ocupado. E a necessidade dessas mulheres que são a maioria nos chats dos mais de 50, e dos poucos homens que adentram a internet em busca de relacionamentos é a de preencher um vazio, um espaço de suas vidas não satisfatoriamente preenchido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas que vã ilusão", pensa Clarissa, lá com seus botões, no seu cantinho, olhando para a tela do computador se perguntando, entre angustiada e já meio fascinada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Como podemos ter um relacionamento amoroso virtual??? Mas como? Imagina!?! Impossível!. Como tocar alguém na distância e ser tocada a ponto de se sentir desejos e afeto? Como? Impossível!.."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pergunta ela se faz com base em relatos que algumas amigas virtuais lhe fizeram, de que tiveram e mantiveram durante algum tempo romances na net e que sentiam tal como se fossem verdadeiros. – "Mas como??? Como???", se pergunta Clarissa, meio confusa com tal idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de sua descrença de que a internet de fato possa preencher o vazio de qualquer pessoa que se encontre em estado de solidão, ou passando por um momento de crise afetiva, Clarissa volta todas as noites à sala "encontrodeamigos+amigos" para papear e deixar as horas de suas longas noites sem ninguém ir passando com a sensação ilusória da casa cheia de gritos, risos, conversas íntimas, confissões feitas em cochichos no canto da sala, onde por certo não falta música ambiente, bebidas, fumaça de cigarros, quitutes sobre a mesa e todos participando como se TUDO REALIDADE FOSSE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ah! sinto como se a casa estivesse cheia de gente!!! Cruzes... cruzes... estou enlouquecendo... que fantasia maluca!... Cá estão todos, junto de mim... e lá estou eu, junto a todos em suas casas, nos seus aconchegos que nem sei como são! Ah... ilusão virtual!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pela cabeça de Clarissa não passa nem a mais leve sombra de ilusão de encontrar um novo amor, um namorado ou um passatempo na internet. Clarissa está acostumada com sua vidinha recolhida, de pouca vaidade, de poucos desejos; há muito não pensa em um recomeço, nem na busca de um novo amor. Clarissa está morna por dentro, esquecida por completo que é mulher, um ser humano, e como tal, também precisa de um amor, de alguém que lhe acaricie o corpo, a faça vibrar e lhe reacenda o fogo e os desejos de sexo e afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficara viúva já há mais de 10 anos e não se importara de substituir o marido por um outro homem, pois tinha os filhos, a vida para cuidar. Não fora fácil tudo sozinha, apesar do marido ter lhe deixado uma boa pensão e algumas economias que bastaram para a sobrevivência e a criação dos filhos. Nunca foram ricos e viveram sempre em rígido controle orçamentário. Mas Clarissa não precisou nem quando seu marido era vivo ou mesmo depois de sua morte, sair como muitas mulheres o fazem, para enfrentar o mundo competitivo de trabalho. O marido, homem resmungão, mas prevenido e responsável, a deixara em tranqüilidade financeira. Mas só a lida da casa e a preocupação com o futuro das crianças foram o suficiente para que se esquecesse que ficara viúva jovem ainda (sexualmente apta, afetivamente íntegra) e deixasse o tempo passar sem procurar novos contatos. O casamento rendera-lhe 3 (três) filhos, dois homens e uma mulher, e quando enviuvou, estes filhos estavam nas faixas etárias de 8, 10 e 12 anos, ou seja, ainda por serem preparados para a vida, e Clarissa consumiu o resto da sua juventude nesta tarefa: transformar os três rebentos em gente, pessoas responsáveis, profissionais prontos para levantarem vôos sozinhos pelo mundo. Foi para o mundo que Clarissa preparou os seus filhos, para uma independência pessoal e emocional e sentia-se agora, embora só, como tendo realizado por completo a sua tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ângela, a alemãzinha, conta-lhe então, dos vários e muitos amigos que fizera na internet, indica-lhe outros sites para que visite. Luana, ensina-lhe um monte de coisas novas, como fazer e-mails coloridos, formatados, introduzir música, aumentar e diminuir letras e como salvar papéis de parede, criar páginas e muitas outras coisas que Clarissa acha interessante e aos poucos vai colocando em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa ouve os problemas dos outros e conta os seus. As horas passam e a internet tem o dom de transformar a sua casa tão silenciosa num palco de fantasmas que a rondam, pessoas que entram... pessoas que saem... é uma vida virtual. A ilusão de estar sem estar, falar sem falar, sentir sem sentir, ter amigos que não se tocam fisicamente mas deixam suas marcas indeléveis na alma, uns dos outros. É O MUNDO DA ILUSÃO CRIADO PELA INTERNET.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ilusão-realidade, pois de fato, do outro lado da tela, lá longe, onde nem sabe, as outras pessoas de fato existem, conversando com seus botões, se queixando... vangloriando-se, amando, odiando, sentindo com intensidade todas as emoções de relacionamentos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO TERCEIRO CAPÍTULO - PARTE 2  - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-8296473713083441054?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/8296473713083441054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-no-mundo-dos-sonhos-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/8296473713083441054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/8296473713083441054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-no-mundo-dos-sonhos-capitulo.html' title='Clarissa - No Mundo dos Sonhos - Capitulo III parte 2'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-3136076990620242569</id><published>2011-03-08T09:29:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:29:14.195-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Primeiros Passos no Mundo Virtual - Capitulo III</title><content type='html'>Ah! A vida não é um sonho! Mas como viver sem sonhar? Viver assim, sozinha, longe de todos, apenas olhando os campos que verdejam numa extensão sem-fim, ou ouvindo cantos de pássaros que sobrevoam as copas das árvores numa algazarra contagiante. Viver do silêncio que se faz ao redor de si mesma, ou tão-somente de um miado de gato ou do latir de um cão, do cacarejar das galinhas, e ouvir os sons do vento nas noites de solidão total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma noite de silêncio, de solidão e de frio na própria alma, vem um novo dia; e o sol nasce tão bonito, clareia os espaços, ilumina a vida que palpita lá fora. Clarissa sai do aconchego morno quase-frio de sua cama e dá bom-dia à natureza, cuida dos seus animais, do seu jardim, do seu pomar. Fala com suas flores, conta do seu vazio interior, acaricia a cadelinha que, meiga, lambe-lhe as mãos e esta sim, tem um calor contagiante que lhe aquece o coração. Clarissa grita pelas galinhas que a atendem, vindo bem perto dela comer os grãos de milho espalhados pelo chão. Estas são horas gratificantes, nas quais sente como se a vida valesse a pena. Tudo, o seu jardim, o seu pomar, os seus animais vivos são como parte dela mesma... seu mundo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam todos do mesmo jeitinho: o sol faz seu rodízio; nasce, se levanta, faz a curva do céu e se põe. A noite cai... a lua vem devagar por detrás dos montes, mas às vezes não vem; as estrelas brilham e as luzes da casa se acendem para iluminar Clarissa que se senta agora para, com seu computador, dar uma volta lá fora, num mundo fora do seu e que ainda não conhece, o mundo virtual criado pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre erros e acertos, vai virando páginas, umas interessantes, outras muito tolas e Clarissa fica a imaginar porquê foram feitas. Tem vontade de desistir – "Pra quê, nada daquilo a interessa... onde está o interessante na internet e que todo mundo fala?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo um pouco decepcionada, Clarissa vai se adentrando à internet, buscando novos interesses. Visita o mundo: lê poesias, recados, ofertas comerciais, ouve música... e... e... nada encontra assim de especial. Onde estará o especial? Ela não sabe. Mas continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa não consegue encontrar o que todos dizem e resolve solicitar ajuda a seu professor de informática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu Carlos, onde encontrarei algo assim interessante nesta internet? Pois, pois... ainda não vi nada que me interesse de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi por esta observação, que Carlos preparou-lhe uma relação bem trabalhada de vários sites os quais poderia visitar e de algumas salas de bate-papo especiais para pessoas de faixa etária acima de 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então Clarissa, numa noite qualquer se adentrou por uma sala de Chat. Entre erros e acertos, acertou a sala e entrou. O primeiro dia, somente observa... o segundo dia, tenta falar com algumas pessoas e no terceiro dia, lá está Clarissa fazendo parte do grupo, falando com a maior naturalidade. Falando e ouvindo (lendo e teclando), pessoas que falam de si, que falam dos outros, que comentam de tudo... um tudo que é um mundo estranho para Clarissa... um mundo lá fora. Um mundo que excede as paredes de sua casa, de seu círculo de amigos pessoais e se torna na internet quase infinito, longe e perto, ao alcance da mão, mas quase fora da capacidade simples e ingênua de Clarissa... E ouvindo e falando... e falando e ouvindo (teclando)... Clarissa penetra, real e definitivamente no MUNDO DOS SONHOS... DA ILUSÃO... DA REALIDADE VIRTUAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chat "encontrodeamigos+amigos", Clarissa faz o seu primeiro contato de amizade virtual com uma alemã de 54 anos, Angélica, pessoa sempre muito alegre, expansiva, de muita conversa, atende a todos e a todas com uma solicitude sem limites. Angélica adora poesias, música e principalmente passar e-mails. Pede à Clarissa seu endereço eletrônico e já começa a mandar páginas lindas, com música, poesia e muito colorido, as quais Clarissa, cuidadosamente, arquiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar conhece Luana, uma carioca que adora artes, e-mails coloridos, criação de páginas de internet e colecionar fotos de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, muitas outras amizades são adquiridas e Clarissa anota os nomes em seu caderninho do outlook e também na agenda de mão para não esquecer. Se não anotar como irá se lembrar dos apelidos de todas e principalmente em alguns casos, relacionar os apelidos com os nomes verdadeiros? Nomes estes colhidos ao longo do tempo e do evoluir da intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece também Rosa, uma paulista de 50 anos, alegre, jovial, cheia de energia, secretária bilíngüe, que todas as noites está a postos no chat com seu carisma todo especial, cativando todos os homens que visitam a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois aparece a Rubra, outra paulista de 50 anos, viúva, também alegre, falante, que entra pela sala sempre distribuindo beijos, abraços e conta estórias mirabolantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do Rio de Janeiro, Catita, Marina, Eloísa, Janaina, e muitas outras espalhadas de leste a oeste, de norte a sul deste nosso Brasil brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo é formado em sua maioria por mulheres. E os homens? Onde estão os homens? Os poucos que adentram a sala fazem curta estadia, e buscam, geralmente, um relacionamento virtual ou um papo mais aconchegante; e o tal objetivo, sendo encontrado, refugiam-se nos icqs ou mensagens instantâneas e/ou salas apropriadas de sexo virtual. Geralmente eles, os homens, não estão a fim de longos papos, de trocar idéias, fazerem discursos ou tricotarem como acontece entre mulheres. No chat as mulheres tricotam a vida alheia, falam de música, de poesia, cinema, filhos, netos, amigos, namorados, ex-maridos, maridos, trabalho, dores, saudades, alegrias, esperanças... de tudo... e sonham! Protegidas pela pseudo-virtualidade fazem-se de lindas, de jovens, de fortes, arrebatadoras, sensuais, conquistadoras, conquistadas. Esquecem a própria idade e o espelho da mente lhes mostra a si mesmas sem rugas, sem cabelos brancos, e ativas, capazes de correr, dançar como bailarinas, leves e instigantes, tal como eram em seus 15 ou 20 anos... e a fantasia alça vôo... vence fronteiras, alcança o ilimitado, o inatingível. E falam entre si (teclam), contam verdades, mentiras, realidades de suas vidas e inventam, criam situações virtuais diversas. São momentos de fantasias, muitas fantasias alegres, tristes, esperançosas, desgostosas e ali no chat se põem para fora os sentimentos de amor, ódio, confiança, desconfiança, ou seja, "os anjos e os demônios interiores ficam soltos". É como se fosse um imenso clube de portas abertas para um mundo total, sem fronteiras, mas ao mesmo tempo, como se fosse um cantinho aconchegante de uma sala de terapia grupal, onde todos deixam fluir de dentro para fora aquilo que os incomoda e buscam com avidez a satisfação dos sonhos não alcançados na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO TERCEIRO CAPÍTULO - PARTE 1 - Campo Limpo Paulista - ano 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-3136076990620242569?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/3136076990620242569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-primeiros-passos-no-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3136076990620242569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3136076990620242569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-primeiros-passos-no-mundo.html' title='Clarissa - Primeiros Passos no Mundo Virtual - Capitulo III'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-3489946050608355285</id><published>2011-03-08T09:16:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:23:03.462-08:00</updated><title type='text'>Clarissa - Presente - Passado - Futuro - capitulo II</title><content type='html'>Todo dia, quando o sol desponta na nascente rosa-turquesa do céu, Clarissa também se põe de pé, e lá vai para o seu jardim fazer a sua terapia matinal, regar as flores, catar aqui e acolá as ervas daninhas que crescem nos canteiros. O sol vem e lhe beija as faces num carinho acalorado, as plantas se erguem em seus caules como a lhe dizer bom-dia, agradecidas pela água, pelo sol e pela vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa se extasia ao ver as suas plantinhas crescerem, colorirem e perfumarem o seu recanto. Orgulha-se de seus feitos, e seu coração cheio de uma felicidade suave, agradece também a Deus, a benção para suas mãos de mulher. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C5flPq--9g8/TXZl2FiE_-I/AAAAAAAAABY/mnUbY7nTpwU/s1600/clascasa5.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="201" width="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-C5flPq--9g8/TXZl2FiE_-I/AAAAAAAAABY/mnUbY7nTpwU/s320/clascasa5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto cedida por Hermedo E. Wagner &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cuidar carinhosamente das flores, se volta para cuidar dos cachorros, das galinhas, dos patos, que em outro canto, no fundo do quintal, esperam ansiosos pela ração da manhã. Este lazer cotidiano de Clarissa se prolonga até quase 10 horas da manhã, quando assim, já um pouco cansada de sua lida, volta para dentro de sua casinha, pequena, aconchegante, silenciosa. Não há gritos de criança, nem o sorrir da juventude, que ela tanto gostava nos rostos de seus filhos. Todos estão distantes. Liga o rádio, ouve uma música. – Ah! A música penetra-lhe a alma! Os sons ouvidos são calafrios que a invadem, que se perdem lá dentro, e uma saudade surda, a saudade de um amor que se foi... de um amor que não vem. Daquela ternura, daqueles desejos e anseios que não voltam nunca mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Deus! Tudo é tão bonito! As flores que crescem alvissareiras lá fora, a grama verde que se estende como um tapete bem cuidado e limpo! A água que jorra da biquinha no fundo do quintal canta sempre a mesma música solene e dolente, como se quisesse expressar os sentimentos de Clarissa. As galinhas cacarejam, os cachorros latem com algum vizinho ou animal que passa... E o vento... o vento bate na janela e penetra casa adentro como querendo abraçá-la, como querendo beijá-la e dizer-lhe: "Clarissa, estamos aqui... nós todos... nós, a voz da natureza-viva que lhe cerca, que lhe ama. Não chore!" – Mas Clarissa, apesar de toda a beleza natural que a cerca, sente um vazio, um vazio d’alma. Serão saudades? Saudades de quem e de quê? – Ah! O ser humano! O ser humano, ser social, que busca a calma, mas que não pode viver sem outro ser também humano; que lhe toque o corpo, que lhe acaricie o íntimo, do qual possa ouvir a voz, o suspiro, o grito, o pedido, a exigência. O ser humano não consegue viver em paz, sozinho consigo mesmo; tem que repartir, dividir, nem que seja a sua própria solidão.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, os dias passam lentos, depois da matinada no jardim e no quintal, e nada mais para preencher os dias de Clarissa. Então senta-se ao computador e procura aprender mais... um pouco mais daquilo que lhe foi ensinado na escola. Oh, sim! Teclas, muitas teclas, e para que servem? – "Treinar Clarissa, tem que treinar", diz o professor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Treinar todos os dias e a cada dia um pouco mais. Os dedos, cansados e amortecidos pela sua idade, agora já começam a ficar ágeis, caminham rapidinhos pelo teclado, acompanhando a música, que toca, no computador mesmo, músicas lindas que seu professor ajudou a copiar para sua área de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa vai dedilhando o teclado e se lembrando da mocidade; uma cidade pequena, bem longe dali, onde cresceu, também entre flores, gramas, jardim, cavalos, cachorros, pássaros que cantavam no alvorecer de cada dia... e ela jovem, cheia de vida, corria pelos campos, colhia flores, tratava os animais, tomava banho no rio, se expunha ao sol; e de pele queimada, rosto sorridente, fazia seus versos que cantavam a natureza, que cantavam os amores nascentes e falavam de sonhos, muitos sonhos e fantasias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedilhando o teclado, recorda os dias no colégio das freiras; tanta algazarra, tanto ruído da meninada, todas belas e jovens, cheias de uma esperança que no brilho dos olhos se traduzia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava ainda das corridas a cavalo, das quedas, das vitórias, do querer aprender a andar de bicicleta, da charrete que ela guiava pelas ruas, metendo inveja às colegas. Lembra-se então do vestido novo, do primeiro baile, da primeira festa... Ah! Sim... sim... e também do primeiro namorado, chegando na curva da estrada, estendendo as duas mãos morenas, olhar caloroso, lábios carnudos, e ela de pé junto à porteira, trêmula, quase sem fala!!! Ah! O primeiro namorado, o primeiro beijo!!! Lindo! A partida... O adeus... e nunca mais ele voltou. O amor partiu, levou o sonho, o primeiro sonho, as primeiras emoções, os primeiros desejos e excitações de menina-moça, quase mulher. Saudades... saudades que ficaram. Sonhos que partiram. A vida se foi, correu tempo adentro vertiginosamente, e ela Clarissa, envelheceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, no pôr-do-sol da vida, Clarissa queria revolver das cinzas os seus sonhos de adolescente, renascer para ser ela, ela mesma, pois durante toda a vida fora apenas parte dos outros; parte dos pais, depois do marido, dos filhos, dos amigos, da sociedade. Vivera para ser o que os outros queriam ou exigiam dela que fosse, nunca o que ela mesma queria ou desejava. Agora, pelo menos agora, no entardecer da vida, quem sabe, ela pudesse criar o seu mundo, do jeito que sempre desejara. Um mundo onde só os verdadeiros sentimentos tivessem lugar, onde se pudesse dizer verdades, sentir, implodir, explodir de dentro para fora, alguma coisa que ficara ao longo dos anos ali, machucando, gritando, pedindo para sair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é isto que ficou gritando tanto a vida toda? – A vontade de ser ela mesma – Clarissa... a vontade de se expor. A vontade de ser livre... livre para gritar os seus anseios, as suas dores, para apresentar ao mundo a música voluptuosa que sempre trouxe dentro de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gritar tudo isto, agora Clarissa tem diante de si um computador. E ela o usará como instrumento para exteriorizar ao mundo a sua fantasia, a sua música interior, e ao mesmo tempo, sufocar a saudade dos momentos de amores vividos, e daqueles de amores não-vividos, só sonhados, só desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO SEGUNDO CAPÍTULO - Campo Limpo Paulista - 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-3489946050608355285?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/3489946050608355285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-presente-passado-futuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3489946050608355285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/3489946050608355285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-presente-passado-futuro.html' title='Clarissa - Presente - Passado - Futuro - capitulo II'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-C5flPq--9g8/TXZl2FiE_-I/AAAAAAAAABY/mnUbY7nTpwU/s72-c/clascasa5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064755802134716650.post-667294023340855024</id><published>2011-03-08T09:11:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T09:11:55.227-08:00</updated><title type='text'>Clarissa no mundo dos sonhos - capítulo I</title><content type='html'>Clarissa vivia em seu mundo. Um mundo pequeno, de poucos amigos, poucos parentes, pouco de tudo, dinheiro contado, horas arrastadas e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher de pouca vaidade, de poucos sonhos. Os muitos sonhos ficaram lá atrás, no passado, na infância, na juventude. Resignara-se... 56 anos vividos, muito vividos, não sabe ela dizer se bem ou mal vividos, mas passados entre o trabalho, os poucos estudos, os filhos, o marido e, por fim, a solidão. Filhos casados, trabalho acabado. Vida sem objetivos. Dias calados. Horas que se arrastam na busca do nada ou de tudo que ficou no passado. O futuro é uma névoa que se fecha com uma cortina de fumaça, sem esperas, sem projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos criados, considerava-se com as suas obrigações cumpridas. Então, era hora de ir viver os restos dos seus dias... numa chacarazinha, perto da cidade, onde houvesse facilidade de comércio, mas não precisasse suportar o ronco dos carros na rua, o cheiro de gasolina, o tumulto das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa foi, então, para o seu canto, na sua chacarazinha, plantar algumas flores. Este era o seu último sonho: ... ... um jardim... um pomar... um cavalo... uma charrete... uma casa ampla e arejada... onde os netos pudessem vir correr nas tardes de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então e assim, lá foi ela para seu canto... o seu cantinho... onde talvez, de novo, pudesse voltar a sonhar. E sonhar com o que? Oh Deus!... que tipo de sonhos pode ter uma mulher cuja beleza já desfalece... os ímpetos da mocidade se arrefecem... as forças físicas enfraquecem... o brilho dos olhos se amortecem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!!! Mas Clarissa queria sonhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar com um jardim, remexer a terra molhada da chuva... acertar os canteiros... plantar uma mudinha... regá-la todos os dias, e sonhar... sonhar com a flor que desta planta um dia nascerá... se espreguiçará ao sol das manhãs, e muito dengosa, se deitará nas tardes sob o caule, cansada do sol, sapecada pelo vento... e assim, esta mesma flor, agora tão linda, morrerá poucos dias depois, já velha... arrefecida. Toda a vida na natureza imita a vida humana. Ou será a vida humana que se assemelha a vida da natureza. Tudo nasce, faz seu trajeto cresce, se reproduz, envelhece e fenece. Cada um no seu próprio ritmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Clarissa, apesar dos anos, do arrefecimento físico, queria sonhar. Sonhar com grandes canteiros floridos... com a água da biquinha fazendo um barulho gostoso à noite. Sonhar com o sol que nasce de manhã e lhe ilumina a casa por fora e por dentro, com um brilho sem igual... aquecendo-lhe o coração já quase morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, se não sonhar, lembrar o passado... os dias de luta, as crianças pequenas... o marido cobrador e resmungão, sempre querendo mais e mais... porém, oferecendo tão pouco de seu afeto, de sua ternura de homem... E homem tem lá ternura para dar? Sim, eles têm ternura, afeto, mas se fazem de fortes, durões e acabam se tornam pessoas resmungonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar da luta, das esperanças da juventude, dos sonhos guardados na gaveta da mente e muitos não realizados... e daqueles que foram realizados a tanto custo!!!... daqueles planos de vida, que ficaram guardados em outras gavetas, as dos sonhos, somente guardados para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá... em sua chacarazinha (pequena, menos de mil metros, com uma casinha arejada, mas acanhada), deixou-se ficar Clarissa enlevada em seus pensamentos, longe de tudo... sozinha consigo mesma. Os seus desejos eram mornos, apagados, quase não sentidos, adormecidos pelo tempo. Há quantos anos deixara de sonhar? E os desejos? Quando deixara de desejar? Há quanto tempo deixara de pensar em amor, sexo... vaidade... passeios, viagens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, indo à cidade, encontrou-se com algumas pessoas e durante as conversas, uma insinuação: - por que ela, Clarissa, não comprava um computador para controlar a produção de sua chácara e quem sabe também se divertir e de alguma forma ter contato com o mundo lá fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para a sua chacarazinha pensativa: - "é mesmo... poderia sim..." E inclusive quando menina e mocinha gostava tanto de fazer poesia... por que não um computador, onde colocaria suas recordações e quem sabe escreveria um livro (de poesias, ou de contos, ou variado)... quem sabe?!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Clarissa compra o computador. E de mais a mais, o computador serviria para que ela controlasse as despesas da chácara e até avaliar se aquela atividade das flores, de fato, estava ou não a lhe render lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como iria manusear tal máquina? Era mulher de pouca cultura, fizera o ginásio, mas depois... a vida, os filhos, e outras coisas não a deixaram se dedicar a algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Clarissa comprou o computador e começou a freqüentar uma escola de computação, para ter os princípios básicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DO PRIMEIRO CAPÍTULO – Campo Limpo Paulista - ano de 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autora: Regina Célia de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos Autorais Reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064755802134716650-667294023340855024?l=clarissa-mulherpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/feeds/667294023340855024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-no-mundo-dos-sonhos-capitulo-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/667294023340855024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064755802134716650/posts/default/667294023340855024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissa-mulherpoesia.blogspot.com/2011/03/clarissa-no-mundo-dos-sonhos-capitulo-i.html' title='Clarissa no mundo dos sonhos - capítulo I'/><author><name>Grupo Telemensagem Brasil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://3.bp.blogspot.com/-bcb2J_A0gVc/TVmiJLoXIeI/AAAAAAAAAAQ/Dpjrk7DqGkI/s220/nadir.orquidea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
